Exaustão
Esgotamento físico e emocional
Cansaço que não passa com descanso, sensação de estar drenado desde a manhã, falta de energia para tarefas que antes eram simples.
Tratamento · Burnout
Um protocolo estruturado para sair da exaustão crônica, recuperar o senso de competência e reconstruir uma relação saudável com o trabalho — sem precisar romper com tudo o que você construiu.
O que é
Burnout não é só “estar muito cansado”. É uma síndrome ocupacional com três dimensões: exaustão emocional profunda, despersonalização (frieza e cinismo em relação ao trabalho) e queda significativa na percepção de realização profissional. Aparece quando demandas crônicas excedem, por muito tempo, os recursos pessoais e organizacionais disponíveis — e se mantém vivo por crenças de hiper-responsabilidade, perfeccionismo e autossacrifício.
O protocolo proposto integra o modelo de Oldenburg, a TCC de Aaron Beck, a Terapia do Esquema de Jeffrey Young e as evidências mais recentes sobre intervenções para Burnout. Trabalhamos ao mesmo tempo o corpo (estabilização fisiológica), a mente (crenças que mantêm a sobrecarga) e o ambiente (limites, assertividade e decisões sobre o trabalho).
Sintomas comuns
Os sinais variam, mas o padrão é reconhecível. Se vários destes aparecem há meses, vale conversar.
Exaustão
Cansaço que não passa com descanso, sensação de estar drenado desde a manhã, falta de energia para tarefas que antes eram simples.
Cinismo
Frieza, ironia ou irritação com colegas, clientes ou pacientes. Sensação de estar funcionando no automático, sem envolvimento real com o trabalho.
Realização
Sentimento de ineficácia, dúvidas constantes sobre o próprio desempenho, perda do senso de propósito e de orgulho profissional.
Exigência
“Tudo depende de mim”, “não posso errar”, “se eu descansar, sou irresponsável”. Imperativos que mantêm o ciclo de sobrecarga vivo.
Corpo
Insônia, dores de cabeça, tensão na mandíbula e ombros, problemas digestivos. O corpo passa a comunicar o que a mente tenta ignorar.
Vida
Lazer, exercício, família, hobbies e amizades vão sendo encolhidos. A vida se reduz ao trabalho — e o trabalho deixa de fazer sentido.
Também pode aparecer como: disponibilidade permanente para o trabalho · dificuldade em delegar · procrastinação compensatória · irritabilidade crescente em casa · uso de álcool ou estimulantes para “aguentar” · vontade recorrente de sumir ou pedir demissão.
Minha abordagem
A intervenção combina o modelo de Burnout de Oldenburg, a Terapia Cognitivo-Comportamental de Aaron Beck e contribuições da Terapia do Esquema de Jeffrey Young. Tudo ancorado nas evidências mais recentes sobre tratamento do esgotamento ocupacional.
O trabalho é feito em colaboração ativa: usamos registros, instrumentos padronizados e revisões periódicas para ajustar o protocolo ao seu caso — gravidade, comorbidades e contexto de trabalho. Não é um pacote pronto, é um plano clínico.
Estrutura
Sessões
12–16
Duração
3–4 meses
Modalidade
Individual
O protocolo é estruturado em quatro fases lógicas: começa pela estabilização fisiológica e psicoeducação, avança para a reestruturação cognitiva da exigência, depois para mudanças comportamentais concretas (assertividade, limites, ativação) e termina com prevenção de recaídas e retorno ao trabalho.
As quatro fases
Avaliação clínica abrangente, instrumentos padronizados (MBI, OLBI ou CBI) e diferenciação de comorbidades como depressão e ansiedade. Psicoeducação sobre o modelo de Oldenburg (exaustão e distanciamento). Introdução de relaxamento muscular progressivo, respiração diafragmática, higiene do sono e monitoramento diário de energia.
Identificação de pensamentos automáticos (“tudo depende de mim”, “meu valor depende da produtividade”) e de esquemas como padrões inflexíveis, autossacrifício e busca de aprovação. Uso de RPD, questionamento socrático, experimentos comportamentais e construção de interpretações mais realistas, com aumento da autocompaixão.
Treino de assertividade, estabelecimento de limites, aprender a dizer não, delegação e gestão do tempo. Ativação comportamental para retomar lazer, atividade física, vínculos e hobbies. Discussão das seis áreas críticas do trabalho (carga, controle, reconhecimento, comunidade, justiça, valores) e estratégias para ajustá-las.
Consolidação dos aprendizados e plano individualizado de prevenção, com identificação precoce de sinais de alerta (fadiga, ruminação, perfeccionismo, perda de prazer). Quando há afastamento, planejamento estruturado de Retorno ao Trabalho (RTW) com retomada gradual, monitoramento de carga e estratégias claras para sustentar os ganhos.
Efetividade
As evidências sobre TCC para Burnout são consistentes. Traduzindo os tamanhos de efeito da literatura em taxas práticas de benefício clínico:
Perguntas frequentes
Agende uma primeira conversa. Avaliamos juntos se faz sentido seguirmos com o tratamento.