Dois antidepressivos sem resposta
Já tentou dois ou mais medicamentos, em dose adequada e pelo tempo mínimo recomendado, sem melhora satisfatória.
Tratamento · Depressão Resistente
Quando dois ou mais antidepressivos não foram suficientes, existe um caminho de psiquiatria de precisão integrado à psicoterapia.
Resposta direta
A Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) é definida, pelo critério Thase-Rush, como a falha de resposta a pelo menos dois antidepressivos em dose e duração adequadas. No Instituto InMind, o protocolo integra psiquiatria de precisão com cetamina — conduzida pelo Dr. David Sosa — e psicoterapia assistida por cetamina (KAP), conduzida por Maurício Araújo, sempre após avaliação médica criteriosa.
O que é
A Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) é definida clinicamente — pelo critério Thase-Rush — como a falha de resposta a pelo menos dois antidepressivos usados em dose e duração adequadas. Não é uma classificação subjetiva de "depressão grave": é um critério objetivo que indica que a estratégia precisa ser reavaliada.
Cerca de um terço dos pacientes com Transtorno Depressivo Maior não respondem adequadamente aos antidepressivos convencionais. Para esse grupo, protocolos baseados em psiquiatria de precisão — como o uso monitorado de cetamina — oferecem uma alternativa com mecanismo de ação diferente e início de efeito mais rápido.
Sinais de alerta
Já tentou dois ou mais medicamentos, em dose adequada e pelo tempo mínimo recomendado, sem melhora satisfatória.
A depressão continua significativa mesmo com medicação e psicoterapia em andamento.
Antidepressivos clássicos exigem semanas; a cetamina pode iniciar efeito em horas a dias, quando indicada.
Quando há risco iminente, a abordagem precisa ser mais imediata e conduzida sob supervisão médica rigorosa.
Modelo integrado
No Instituto InMind, em Botafogo, o tratamento da DRT combina duas frentes conduzidas por profissionais diferentes, no mesmo espaço. O Dr. David Sosa (CRM-RJ 52.86494-3, RQE 19051, formação em psiquiatria pelo IPUB/UFRJ) conduz a avaliação médica, a indicação clínica e o protocolo de cetamina. Maurício Araújo (CRP 05/80169) conduz a psicoterapia assistida por cetamina (KAP), integrando o trabalho terapêutico ao efeito do tratamento.
É um modelo colaborativo: cada profissional atua dentro do seu escopo, com comunicação constante entre as duas frentes. A decisão de indicar ou não o protocolo de cetamina é médica e depende de uma avaliação criteriosa; a psicoterapia funciona como suporte estruturado antes, durante e depois das sessões.
Protocolo médico
Esta parte do tratamento é conduzida exclusivamente pelo Dr. David Sosa. Abaixo, um resumo do que é avaliado e explicado na consulta médica inicial.
Mecanismo
NMDA/glutamato
Início de efeito
Horas a dias
Vias principais
SC ou EV
Mecanismo: a cetamina age por antagonismo de receptores NMDA no sistema glutamatérgico — uma via distinta dos antidepressivos clássicos (ISRS/IRSN), que agem principalmente na serotonina. Isso explica o início de efeito mais rápido, em horas a dias, em vez de semanas.
Vias de administração: subcutânea (SC, via principal) ou endovenosa (EV), em sessões de 40 a 60 minutos, com monitorização contínua de pressão arterial, frequência cardíaca e saturação.
Segurança: o protocolo segue diretrizes da ASKP Consensus, APA Task Force e orientações da ANVISA para uso off-label monitorado. A pré-triagem clínica descarta contraindicações como hipertensão descontrolada, glaucoma agudo, mania ativa ou psicose. Efeitos adversos são geralmente transitórios (dissociação leve, tontura, náusea).
Confirmação da indicação de DRT, exames laboratoriais, ECG, dose individualizada e termo de consentimento informado.
8 a 12 sessões ao longo de 4 a 8 semanas, geralmente 2 sessões por semana, com monitoramento contínuo.
Sessões de manutenção integradas ao acompanhamento psiquiátrico e à psicoterapia estruturada em curso.
Reavaliações em 3, 6 e 12 meses para ajustar protocolo e prevenir recaídas.
Cetamina vs. escetamina (Spravato)
A cetamina racêmica (SC/EV) usada neste protocolo é diferente da escetamina intranasal (Spravato), medicamento aprovado pela ANVISA especificamente para depressão resistente. O protocolo do Instituto InMind é um uso off-label amparado por diretrizes internacionais, conduzido exclusivamente pelo Dr. David Sosa.
Meu papel
A Psicoterapia Assistida por Cetamina (KAP, do inglês Ketamine-Assisted Psychotherapy) é o componente psicológico do tratamento. Meu trabalho divide-se em três momentos:
A psicoterapia não substitui o acompanhamento médico — ela o integra, criando um espaço terapêutico contínuo para que os ganhos clínicos se transformem em mudanças duradouras na vida cotidiana.
Equipe
Dr. David Sosa
Psiquiatria de precisão · cetamina
Psiquiatra. CRM-RJ 52.86494-3, RQE 19051. Formação em psiquiatria pelo IPUB/UFRJ. Conduz a avaliação médica, a indicação do protocolo e a administração das sessões de cetamina no Instituto InMind.
Maurício Araújo
Psicoterapia assistida por cetamina (KAP)
Psicólogo. CRP 05/80169. Conduz a preparação, o suporte terapêutico integrado e o trabalho de integração pós-sessão, conectando a experiência induzida pela cetamina às estratégias de TCC e Ativação Comportamental.
Efetividade
Ensaios clínicos randomizados mostram resposta antidepressiva rápida com cetamina em pacientes que não respondem a antidepressivos convencionais:
Fontes: Murrough et al. (2013), American Journal of Psychiatry · Berman et al. (2000), Biological Psychiatry.
Perguntas frequentes
Agende uma conversa. A avaliação inicial com o Dr. David Sosa é o ponto de partida para entender se o protocolo integrado faz sentido para o seu caso.