Borderline · sinais
Como saber se tenho borderline?
Os nove sinais em linguagem simples, quantos precisam estar presentes, o que não é borderline e como é feito o diagnóstico.
Por Maurício Araújo, psicólogo (CRP 05/80169) · Revisado em
Resposta direta
Você pode ter borderline se, desde o início da vida adulta, convive com pelo menos cinco destes sinais: medo intenso de ser abandonado, relações instáveis, imagem de si que muda muito, impulsividade que causa dano, autolesões ou ameaças de suicídio, humor que muda em horas, vazio crônico, raiva intensa e, sob estresse, desconfiança ou sensação de irrealidade.
O diagnóstico é feito em consulta, por psicólogo ou psiquiatra. É mais comum do que se pensa, 5,9% dos adultos ao longo da vida (Grant et al., 2008), e o prognóstico é bom: a maioria das pessoas melhora com tratamento.
Quem atende
Maurício Araújo, psicólogo
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de borderline em adultos
CRP 05/80169 · conferir no CFP
Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro
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Os nove sinais
Os sinais, em quatro grupos.
Relações
Impulsos
Identidade e estresse
Para o diagnóstico, são necessários pelo menos cinco dos nove sinais, de forma duradoura e em várias áreas da vida. Ter um ou dois deles numa fase difícil é humano.
Para não confundir
O que não é borderline.
- Uma reação intensa e passageira a um término, uma traição ou uma perda.
- Episódios de dias ou semanas de euforia ou depressão, que apontam mais para a bipolaridade.
- Ciúmes ou insegurança numa relação, sem os outros sinais.
- Mudanças de humor que só aparecem com álcool ou outras substâncias.
Veja borderline ou bipolar, apego ansioso e ciúmes excessivo.
Avaliação
Como é feito o diagnóstico.
- 1Entrevista. Os sinais, desde quando existem e em que áreas da vida aparecem.
- 2Escalas aplicadas pelo profissional. Questionários e entrevistas estruturadas, que complementam a conversa.
- 3Outros quadros. Bipolaridade, depressão, TEPT, TDAH e uso de substâncias, que podem confundir ou vir junto.
- 4Devolutiva. O diagnóstico explicado de forma clara e o plano de tratamento, com DBT e GPM.
Mais sobre o tratamento em borderline. Para familiares, veja como ajudar um familiar com borderline.
O que dizem os estudos
O que dizem os estudos sobre o borderline?
Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.
Mais comum do que se pensa
Em 34.653 adultos dos Estados Unidos, 5,9% preencheram os critérios de borderline em algum momento da vida, com taxas parecidas em homens e mulheres.
Grant et al., 2008, Journal of Clinical PsychiatryMelhora no longo prazo
Em 290 pacientes acompanhados por dez anos, 93% tiveram pelo menos dois anos seguidos de remissão dos sintomas, e 50% alcançaram recuperação completa.
Zanarini et al., 2010, American Journal of PsychiatryBorderline não é bipolaridade
A revisão mostra que, no borderline, o humor muda de forma passageira em resposta a situações nas relações, enquanto na bipolaridade as mudanças são sustentadas. Confundir os dois tira do paciente o tratamento certo.
Paris e Black, 2015, Journal of Nervous and Mental DiseaseA psicoterapia funciona
Numa revisão Cochrane de 75 ensaios com 4.507 participantes, a psicoterapia reduziu a gravidade dos sintomas de borderline em relação ao cuidado comum.
Storebø et al., 2020, Cochrane Database of Systematic ReviewsPerguntas frequentes
Dúvidas comuns.
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Veja também
- BorderlineO quadro e o tratamento com DBT e GPM.
- Borderline ou bipolar?Oscilações em horas ou episódios em semanas.
- Psicólogo para borderline em BotafogoDBT e GPM no Instituto InMind, com plano de crise.
- Terapia online para borderlineDBT e GPM por vídeo, com contrato e plano de crise.
- Como ajudar um familiar com borderlineO que ajuda, o que evitar e como se cuidar.
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- Ciúmes excessivoQuando passa do limite, termômetro e como a TCC trata.