Borderline · sinais

Como saber se tenho borderline?

Os nove sinais em linguagem simples, quantos precisam estar presentes, o que não é borderline e como é feito o diagnóstico.

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Resposta direta

Você pode ter borderline se, desde o início da vida adulta, convive com pelo menos cinco destes sinais: medo intenso de ser abandonado, relações instáveis, imagem de si que muda muito, impulsividade que causa dano, autolesões ou ameaças de suicídio, humor que muda em horas, vazio crônico, raiva intensa e, sob estresse, desconfiança ou sensação de irrealidade.

O diagnóstico é feito em consulta, por psicólogo ou psiquiatra. É mais comum do que se pensa, 5,9% dos adultos ao longo da vida (Grant et al., 2008), e o prognóstico é bom: a maioria das pessoas melhora com tratamento.

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de borderline em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

Se houver pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, não espere a consulta: ligue 188 (CVV, 24 horas, gratuito) ou 192 (SAMU), ou vá a uma UPA ou emergência.

Os nove sinais

Os sinais, em quatro grupos.

Emoções

Humor que muda em horas, raiva intensa e difícil de controlar, sensação crônica de vazio.

Relações

Esforço enorme para evitar abandono, e relações que oscilam entre idealizar e desvalorizar a mesma pessoa.

Impulsos

Gastos, sexo, substâncias, direção ou compulsão alimentar que causam dano; autolesões, ameaças ou tentativas de suicídio.

Identidade e estresse

Imagem de si que muda muito, e, sob estresse, desconfiança ou sensação de estar fora de si, passageiras.

Para o diagnóstico, são necessários pelo menos cinco dos nove sinais, de forma duradoura e em várias áreas da vida. Ter um ou dois deles numa fase difícil é humano.

Para não confundir

O que não é borderline.

  • Uma reação intensa e passageira a um término, uma traição ou uma perda.
  • Episódios de dias ou semanas de euforia ou depressão, que apontam mais para a bipolaridade.
  • Ciúmes ou insegurança numa relação, sem os outros sinais.
  • Mudanças de humor que só aparecem com álcool ou outras substâncias.

Veja borderline ou bipolar, apego ansioso e ciúmes excessivo.

Avaliação

Como é feito o diagnóstico.

  1. 1Entrevista. Os sinais, desde quando existem e em que áreas da vida aparecem.
  2. 2Escalas aplicadas pelo profissional. Questionários e entrevistas estruturadas, que complementam a conversa.
  3. 3Outros quadros. Bipolaridade, depressão, TEPT, TDAH e uso de substâncias, que podem confundir ou vir junto.
  4. 4Devolutiva. O diagnóstico explicado de forma clara e o plano de tratamento, com DBT e GPM.

Mais sobre o tratamento em borderline. Para familiares, veja como ajudar um familiar com borderline.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre o borderline?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Borderline não é bipolaridade

A revisão mostra que, no borderline, o humor muda de forma passageira em resposta a situações nas relações, enquanto na bipolaridade as mudanças são sustentadas. Confundir os dois tira do paciente o tratamento certo.

Paris e Black, 2015, Journal of Nervous and Mental Disease

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

São nove: esforço intenso para evitar abandono; relações instáveis, entre idealizar e desvalorizar; imagem de si instável; impulsividade que causa dano; ameaças, tentativas ou autolesões; humor que muda muito em horas; sensação crônica de vazio; raiva intensa e difícil de controlar; e, sob estresse, desconfiança ou sensação de irrealidade passageiras.

Pelo menos cinco dos nove, de forma duradoura, desde o início da vida adulta e em várias áreas da vida, causando sofrimento ou prejuízo. Ter um ou dois desses traços em fases difíceis é comum e não fecha diagnóstico.

Existem questionários de rastreio, mas os mais usados são protegidos por direitos autorais. O diagnóstico é feito em consulta, por psicólogo ou psiquiatra, com entrevista e escalas aplicadas pelo profissional.

Não. No borderline, o humor muda em horas, quase sempre em resposta a algo nas relações. Na bipolaridade, há episódios de dias ou semanas com humor elevado ou deprimido, mais independentes do que acontece em volta. Os dois podem coexistir.

O prognóstico é melhor do que se pensa. Num acompanhamento de dez anos, 93% das pessoas tiveram pelo menos dois anos seguidos sem preencher os critérios, e metade alcançou recuperação completa, com bom funcionamento no trabalho e nas relações.

Sim. Num levantamento com 34.653 adultos, as taxas foram parecidas em homens (5,6%) e mulheres (6,2%). Nos homens, o quadro pode aparecer mais como raiva, brigas e uso de substâncias, o que pode atrasar o diagnóstico.

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