Autismo adulto · diagnóstico tardio

Diagnóstico tardio de autismo.

Descobrir-se autista aos 30, 40 ou 50 anos é cada vez mais comum. Por que acontece, o que costuma vir depois e como a terapia ajuda a reler a própria história.

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Resposta direta

Muitos adultos só descobrem que são autistas depois dos 30 ou 40 anos porque o conceito de espectro é recente, os critérios mudaram e, antes, só os casos mais evidentes eram diagnosticados na infância. A camuflagem, que esconde as características à custa de muito cansaço, e os diagnósticos errados, especialmente em mulheres, atrasam ainda mais (Lai e Baron-Cohen, 2015).

Depois do diagnóstico, é comum sentir alívio, luto e dúvidas sobre quem você é sem a camuflagem. A terapia ajuda a reler a história, entender o próprio perfil e tratar a ansiedade e o esgotamento que costumam vir junto.

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de autismo adulto em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

Os motivos

Por que o diagnóstico chega tarde.

O espectro é recente

Até 2013, os manuais separavam o autismo clássico de outros quadros. Muitos adultos de hoje cresceram sem que o seu perfil tivesse nome.

Camuflagem

Imitar os outros, ensaiar conversas, forçar contato visual: estratégias que escondem as características e cansam muito.

Outros diagnósticos antes

Ansiedade, depressão, TDAH ou transtornos de personalidade aparecem primeiro e escondem o que está por baixo.

Mulheres

As características podem aparecer de outro jeito, e os instrumentos foram criados a partir de meninos, o que atrasa o diagnóstico.

O momento da descoberta

Quando a suspeita surge.

  • Depois do diagnóstico de um filho ou de outro familiar.
  • Depois de uma reportagem, um livro ou o relato de alguém que você reconhece em si.
  • Numa fase de esgotamento, quando as estratégias de adaptação deixam de funcionar.
  • Quando tratamentos para ansiedade ou depressão ajudaram pouco e algo parecia faltar.

Para entender os sinais, leia como saber se sou autista.

O que costuma vir

O que vem depois.

Alívio

Finalmente entender por que certas coisas sempre foram tão difíceis, e que não era falta de esforço.

Luto

Pensar no que poderia ter sido diferente com apoio mais cedo, na escola, no trabalho, nas relações.

Identidade

Dúvidas sobre quem você é sem a camuflagem, e o que vale manter ou soltar.

Relações

Decidir a quem contar, como explicar e que adaptações pedir em casa e no trabalho.

Tratamento

Como a terapia ajuda.

  1. 1Reler a história. Olhar para a infância, a escola e os relacionamentos à luz do diagnóstico, com menos culpa.
  2. 2Conhecer o próprio perfil. Mapear as sensibilidades sensoriais, a bateria social e os pontos fortes.
  3. 3Tratar o que veio junto. Ansiedade, depressão e esgotamento, com TCC adaptada.
  4. 4Menos camuflagem, onde custa caro. Decidir em que contextos vale se adaptar e em quais vale pedir adaptações.

O atendimento é no consultório em Botafogo ou pela terapia online para adultos autistas. Mais sobre o tratamento em TEA em adultos.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre o diagnóstico tardio?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

A geração perdida

A revisão da Lancet Psychiatry descreve os adultos autistas não diagnosticados na infância e as dificuldades do diagnóstico adulto: falta de alguém que conte a história do desenvolvimento, estratégias aprendidas de camuflagem e quadros associados. Recomenda investigar diagnósticos errados, especialmente em mulheres.

Lai e Baron-Cohen, 2015, The Lancet Psychiatry

Os instrumentos deixam passar mulheres

Num levantamento com avaliação clínica de adultos na Inglaterra, a prevalência de autismo foi de 11 por 1.000, e os autores alertam que as medidas podem deixar passar mais mulheres autistas.

Brugha et al., 2016, British Journal of Psychiatry

Outros quadros chegam antes

Em 96 estudos, os quadros mais frequentes junto com o autismo foram TDAH (28%), ansiedade (20%), problemas de sono (13%) e depressão (11%), que muitas vezes são diagnosticados primeiro.

Lai et al., 2019, The Lancet Psychiatry

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Porque o conceito de espectro é recente, os critérios mudaram em 2013 e, antes, só os casos mais evidentes eram diagnosticados na infância. Muitos adultos de nível 1 de suporte aprenderam a camuflar as características, e muitas mulheres receberam outros diagnósticos antes, como ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade.

Cada vez mais. A suspeita costuma surgir depois do diagnóstico de um filho, de uma reportagem ou de uma fase de esgotamento em que as estratégias de adaptação deixam de funcionar.

Alívio, por finalmente entender a própria história; luto, pelo que poderia ter sido diferente com apoio mais cedo; raiva, às vezes; e dúvidas sobre quem você é sem a camuflagem. Todas essas reações são comuns e podem ser trabalhadas na terapia.

Com frequência. As características podem aparecer de forma diferente, a camuflagem é muito estudada em mulheres e os instrumentos de avaliação foram criados a partir de meninos. Os estudos alertam para o risco de diagnósticos errados em mulheres.

Para muitas pessoas, sim: ajuda a entender a própria história, a pedir adaptações no trabalho e nos estudos e a escolher tratamentos que funcionam melhor. Mas é uma decisão pessoal, e a terapia para ansiedade ou esgotamento pode começar com ou sem diagnóstico.

Ajuda a reler a história com outros olhos, lidar com o luto e o alívio, entender o próprio perfil sensorial e social, reduzir a camuflagem onde ela custa caro e tratar a ansiedade, a depressão ou o esgotamento que muitas vezes vêm junto.

Quer reler a sua história com apoio?

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