Transtorno bipolar · diferenças

Bipolar ou depressão?

A fase depressiva da bipolaridade pode ser igual à de uma depressão comum. O que distingue os dois, as pistas para investigar e por que a diferença muda o tratamento.

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Resposta direta

A diferença entre depressão e transtorno bipolar está no que acontece fora da depressão: na bipolaridade, há pelo menos uma fase de hipomania ou mania, com dias seguidos de humor elevado ou irritado, energia alta, pouco sono e impulsividade. A fase depressiva pode ser idêntica nos dois.

A confusão é comum: num levantamento na Argentina e no Chile, 62% das pessoas com bipolaridade tinham recebido antes o diagnóstico de depressão (Strejilevich e Retamal Carrasco, 2003). A diferença importa porque a medicação muda, e quem decide é o psiquiatra.

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de transtorno bipolar em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

Se houver pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, não espere a consulta: ligue 188 (CVV, 24 horas, gratuito) ou 192 (SAMU), ou vá a uma UPA ou emergência.

Lado a lado

Depressão e bipolaridade, lado a lado.

DepressãoTranstorno bipolar
O que defineSó episódios de depressão, sem fases de euforiaEpisódios de depressão e pelo menos uma fase de hipomania ou mania
A fase depressivaTristeza, perda de prazer, cansaço, alterações de sono e apetitePode ser idêntica; às vezes com mais sono, mais apetite e lentidão
Fases de energia altaNão acontecemDias seguidos com humor elevado ou irritado, pouco sono e impulsividade
MedicaçãoAntidepressivo é uma das opções habituaisEstabilizador de humor é a base; o psiquiatra avalia com cuidado o uso de antidepressivo
PsicoterapiaTCC e outras terapias são tratamento de primeira linhaTCC e psicoeducação somadas à medicação, para prevenir recaídas

Quando desconfiar

Pistas que pedem investigação.

Fases de energia alta

Dias em que você dormia pouco, falava muito, tinha mil ideias e fez coisas que não faria.

Família

Pais, irmãos ou outros parentes próximos com bipolaridade.

Depressões cedo e repetidas

Primeiro episódio na adolescência ou no início da vida adulta, e muitos episódios desde então.

Reação ao antidepressivo

Agitação, euforia, insônia ou irritação forte depois de começar ou aumentar o remédio.

Outras pistas: depressão logo depois do parto e sintomas psicóticos na depressão. Nenhuma confirma sozinha, mas todas merecem ser contadas ao psiquiatra. Para levantar a suspeita, faça o teste de bipolaridade (MDQ).

Tratamento

O que muda no tratamento.

Na depressão, a TCC e a medicação antidepressiva são opções de primeira linha. Na bipolaridade, a base é o estabilizador de humor, e o psiquiatra avalia com cuidado o uso de antidepressivo. A psicoterapia soma psicoeducação, registro do humor e do sono e um plano para os sinais de alerta. Nunca mude ou suspenda remédio por conta própria.

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O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre confundir os dois?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Outro diagnóstico antes

Em 169 pessoas com bipolaridade na Argentina e no Chile, 69% esperaram mais de um ano pelo diagnóstico (mediana de 8 anos), e 75% receberam outro diagnóstico antes, 62% o de depressão.

Strejilevich e Retamal Carrasco, 2003, Vertex

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Na depressão, só há episódios depressivos. No transtorno bipolar, além da depressão, há pelo menos uma fase de hipomania ou mania: dias seguidos de humor elevado ou irritado, energia alta, pouco sono e impulsividade. A fase depressiva dos dois pode ser igual.

Porque a maioria das pessoas procura ajuda na fase depressiva, e a hipomania costuma parecer uma fase boa, que ninguém relata. Num levantamento na Argentina e no Chile, 75% das pessoas com bipolaridade tinham recebido outro diagnóstico antes, e 62% o de depressão.

Fases anteriores de energia alta e pouco sono, familiares com bipolaridade, depressões que começaram cedo e voltam muitas vezes, depressão logo depois do parto, sintomas psicóticos e uma reação estranha a antidepressivo, como agitação ou euforia. Nenhuma pista sozinha confirma, mas todas merecem ser contadas ao psiquiatra.

Porque a medicação muda: na bipolaridade, a base é o estabilizador de humor, e o psiquiatra avalia com cuidado o uso de antidepressivo. Nunca mude ou suspenda remédio por conta própria; leve a dúvida ao seu psiquiatra.

Tem muito em comum, como a TCC para a depressão, mas na bipolaridade entra também a psicoeducação, o registro do humor e do sono e um plano para os sinais de alerta de uma nova fase.

O teste MDQ levanta a suspeita de fases de hipomania ou mania. Ele não fecha diagnóstico e deixa passar casos, principalmente em quem está deprimido, por isso um resultado negativo não encerra a dúvida.

Quer tirar essa dúvida?

Agende pelo WhatsApp uma avaliação no consultório em Botafogo ou online. Se houver suspeita, o encaminhamento ao psiquiatra é feito logo.