Ansiedade · crise de ansiedade e de pânico

Crise de ansiedade: o que fazer.

Coração disparado, falta de ar, sensação de que algo terrível vai acontecer. Veja como reconhecer uma crise, o que fazer na hora, quando ir à emergência e como a terapia evita novas crises.

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Resposta direta

Numa crise de ansiedade, o mais importante é lembrar que ela é muito desconfortável, mas passa: uma crise de pânico atinge o pico em poucos minutos e depois diminui. Respire devagar, com a expiração mais longa que a inspiração; volte a atenção para o ambiente; e, se puder, fique onde está em vez de fugir. Técnicas de respiração reduzem a ansiedade, com efeito pequeno a moderado (Fincham et al., 2023).

Na primeira crise, com dor forte no peito, falta de ar intensa, desmaio ou se você tem doença cardíaca, procure uma emergência para descartar causas físicas. Para evitar novas crises, a terapia cognitivo-comportamental é o tratamento psicológico com mais evidência (Papola et al., 2022).

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de ansiedade e pânico em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

Se houver pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, não espere a consulta: ligue 188 (CVV, 24 horas, gratuito) ou 192 (SAMU), ou vá a uma UPA ou emergência.

Durante a crise

O que fazer na hora.

  1. 1Nomeie o que está acontecendo. "É uma crise de ansiedade. É horrível, mas vai passar." Dar nome reduz o medo de estar enlouquecendo ou morrendo.
  2. 2Respire devagar. Inspire pelo nariz contando até quatro e solte o ar pela boca contando até seis, por alguns minutos. Não precisa respirar fundo; precisa respirar devagar.
  3. 3Volte para o ambiente. Observe cinco coisas que você vê, quatro que ouve, três que toca. Sinta os pés no chão.
  4. 4Deixe a onda passar. Em vez de lutar contra as sensações, observe-as subir e descer. Lutar costuma aumentar a ansiedade.
  5. 5Se puder, não fuja. Ficar no lugar, quando é seguro, ensina ao cérebro que aquela situação não é perigosa. Fugir alivia agora, mas aumenta o medo depois.

Segurança primeiro

Quando ir à emergência.

Primeira crise

Sintomas como os de uma crise de pânico podem vir de problemas no coração, no pulmão ou na tireoide. Na primeira vez, vale avaliação médica.

Dor forte no peito

Principalmente se irradia para o braço, a mandíbula ou as costas, ou se você tem fatores de risco cardíaco.

Falta de ar intensa ou desmaio

Ou confusão, fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar.

Pensamentos de se machucar

Ligue 188 (CVV, 24 horas) ou 192 (SAMU), ou vá a uma UPA.

Depois

O que fazer depois da crise.

Depois de uma crise, é normal sentir cansaço e medo de que ela volte. Esse medo é justamente o que pode transformar crises isoladas em transtorno do pânico: a pessoa começa a evitar lugares, sair sozinha, fazer exercício ou tomar café.

  • Anote quando foi, onde estava e o que sentiu. Isso ajuda a entender o padrão.
  • Evite reorganizar a vida para não ter crises. Evitar mantém o medo.
  • Se as crises se repetem ou você vive com medo de ter outra, procure avaliação.

Para medir a ansiedade dos últimos dias, faça o teste de ansiedade GAD-7. Para saber se é um quadro de ansiedade, leia como saber se tenho ansiedade.

Para não voltar

Como a terapia evita novas crises.

A TCC para pânico ensina a entender o que acontece no corpo numa crise, a perder o medo das sensações (com exercícios que as provocam de forma controlada) e a voltar aos lugares e atividades que passaram a ser evitados. Em protocolo estruturado, costuma levar cerca de 12 sessões.

Mais detalhes em síndrome do pânico: sintomas e tratamento. O tratamento também pode ser feito pela terapia online para pânico.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre crises e pânico?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Crises isoladas são comuns

Na pesquisa nacional de saúde mental dos Estados Unidos, com 9.282 adultos, 22,7% tiveram crises de pânico isoladas ao longo da vida; o transtorno do pânico sem agorafobia foi bem menos frequente (3,7%).

Kessler et al., 2006, Archives of General Psychiatry

Respiração lenta ajuda

Numa meta-análise de ensaios randomizados, técnicas de respiração reduziram o estresse (g = −0,35) e a ansiedade (g = −0,32) em comparação com grupos sem a técnica. Os efeitos foram pequenos a moderados.

Fincham et al., 2023, Scientific Reports

TCC é o tratamento mais estudado para pânico

Numa meta-análise em rede das psicoterapias para pânico, a TCC teve o melhor resultado em comparação com o tratamento usual e foi a única que se manteve superior ao retirar os estudos com alto risco de viés.

Papola et al., 2022, British Journal of Psychiatry

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Lembre que a crise é desconfortável, mas passa: costuma atingir o pico em poucos minutos e depois diminui. Respire devagar, com a expiração mais longa que a inspiração; preste atenção no ambiente (cinco coisas que você vê, quatro que ouve); e, se puder, fique onde está em vez de fugir. Se for a primeira vez, ou se houver dor forte no peito, procure uma emergência para descartar causas físicas.

Uma crise de pânico atinge o pico em poucos minutos e costuma ceder em seguida, embora o cansaço e o mal-estar possam durar mais. A ansiedade intensa ligada a uma preocupação pode durar mais tempo, em ondas.

A crise de pânico em si não causa morte nem infarto, mas os sintomas se parecem com os de problemas cardíacos. Por isso, na primeira crise, com dor no peito forte, falta de ar intensa, desmaio ou se você tem doença cardíaca, procure uma emergência.

"Crise de pânico" é o nome técnico de uma onda súbita de medo intenso, com sintomas físicos, que atinge o pico em minutos. "Crise de ansiedade" é um termo popular usado para isso e também para períodos de ansiedade intensa mais longos, ligados a uma preocupação.

Não. Muita gente tem uma crise de pânico na vida sem desenvolver o transtorno: numa pesquisa nacional nos Estados Unidos, 22,7% tiveram crises isoladas (Kessler et al., 2006). O transtorno do pânico envolve crises repetidas e medo constante de ter novas crises, que muda a rotina.

A terapia cognitivo-comportamental é o tratamento psicológico com mais evidência para o pânico. Ela ensina a entender as sensações do corpo, reduzir o medo delas e parar de evitar lugares e situações, que é o que mantém o ciclo.

Quer parar de viver com medo da próxima crise?

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