Pânico · sinais e quando procurar ajuda

Como saber se tenho síndrome do pânico?

Uma crise de pânico assusta, mas não é o mesmo que ter síndrome do pânico. Veja a diferença, os sinais de uma crise, o papel do medo de novas crises e quando procurar ajuda.

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Resposta direta

A síndrome do pânico, ou transtorno do pânico, é quando as crises de medo intenso se repetem de forma inesperada e, depois delas, vem pelo menos um mês de medo de ter novas crises ou de mudança de comportamento para evitá-las. Uma crise isolada é comum e não basta para o diagnóstico: 22,7% das pessoas têm uma crise na vida sem desenvolver o transtorno (Kessler et al., 2006).

A primeira crise, ou uma dor no peito forte e diferente, pede avaliação médica para descartar causas físicas. Depois disso, o teste de ansiedade GAD-7 ajuda a medir a ansiedade, e também rastreia o pânico (Kroenke et al., 2007). A terapia cognitivo-comportamental é a psicoterapia com melhor resultado para o pânico.

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de síndrome do pânico em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

A diferença

Uma crise ou a síndrome?

Frequência

Crise isolada: acontece uma vez ou raramente. Síndrome: as crises se repetem.

Gatilho

Crise isolada: costuma ter um contexto claro, como uma fase muito estressante. Síndrome: muitas crises vêm do nada, até em repouso ou dormindo.

Depois da crise

Crise isolada: passa e a vida segue. Síndrome: fica o medo de ter outra, a atenção constante ao coração e à respiração.

Evitação

Crise isolada: nada muda. Síndrome: você passa a evitar lugares, exercício, café ou ficar sozinho, e a vida vai encolhendo.

Durante e depois

Os sinais de uma crise.

No corpo

Coração disparado, falta de ar, aperto no peito, tremor, suor, tontura, formigamento, náusea, ondas de calor ou de frio.

Na mente

Sensação de irrealidade ou de estar fora do corpo, medo de morrer, de enlouquecer, de desmaiar ou de perder o controle.

Depois

Medo de ter outra crise, checar o pulso e a respiração, evitar lugares e situações onde a crise poderia acontecer.

A crise chega de repente e atinge o pico em minutos. Quando o medo de novas crises leva a evitar transporte público, filas, túneis ou sair sozinho, fala-se em agorafobia, que costuma vir junto com a síndrome do pânico.

Dor no peito forte e nova, falta de ar intensa, desmaio ou sintomas diferentes das crises anteriores pedem avaliação médica de urgência. Se a crise está acontecendo agora, veja crise de ansiedade: o que fazer.

Antes de concluir

O que mais pode parecer pânico?

Causas físicas

Arritmias, problemas de tireoide, crises de asma e quedas de açúcar no sangue dão sintomas parecidos. Por isso a primeira avaliação é médica.

Substâncias

Excesso de cafeína, energéticos, alguns remédios, estimulantes e a abstinência de álcool podem disparar crises.

Ansiedade social

Crises que só acontecem em situações de exposição, como falar em público, apontam mais para a ansiedade social.

Ansiedade generalizada

Preocupação constante com muitas coisas, sem crises súbitas, é mais típica da ansiedade generalizada. Veja como saber se tenho ansiedade.

Próximo passo

Quando procurar um psicólogo?

  • Você teve mais de uma crise e o médico já descartou causas físicas.
  • Passa boa parte do tempo com medo de ter outra crise.
  • Começou a evitar lugares, exercício, viagens ou ficar sozinho.
  • Vai à emergência com frequência e os exames vêm normais.
  • O GAD-7 indicou ansiedade moderada ou grave.

Na TCC, o tratamento ensina a entender o alarme do corpo e usa exposição gradual às sensações e aos lugares temidos. Veja como funciona em tratamento da síndrome do pânico, no consultório em Botafogo ou pela terapia online para pânico.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre pânico?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Crises são comuns, o transtorno nem tanto

Em 9.282 adultos, 22,7% tiveram crises de pânico isoladas na vida, sem o transtorno. O transtorno do pânico apareceu em 3,7% sem agorafobia e em 1,1% com agorafobia, o grupo com mais prejuízo.

Kessler et al., 2006, Archives of General Psychiatry

Um questionário que também rastreia pânico

Em 965 pacientes de 15 clínicas de atenção primária, 6,8% tinham transtorno do pânico. O GAD-7 teve bom desempenho para rastreá-lo, assim como a ansiedade generalizada, a social e o TEPT (área sob a curva de 0,80 a 0,91).

Kroenke et al., 2007, Annals of Internal Medicine

TCC é o tratamento mais estudado

Numa meta-análise em rede das psicoterapias para pânico, a TCC teve o melhor resultado em comparação com o tratamento usual e foi a única que se manteve superior ao retirar os estudos com alto risco de viés.

Papola et al., 2022, British Journal of Psychiatry

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Ter uma crise de pânico não basta. A síndrome do pânico, ou transtorno do pânico, é quando as crises se repetem de forma inesperada e, depois delas, vem pelo menos um mês de medo de ter novas crises ou de mudança de comportamento para evitá-las, como deixar de sair sozinho, de dirigir ou de fazer exercício.

Um medo intenso que chega de repente e atinge o pico em minutos, com coração disparado, falta de ar, aperto no peito, tremor, suor, tontura, formigamento, náusea, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade e medo de morrer, de enlouquecer ou de perder o controle.

Não. Na pesquisa nacional de saúde mental dos Estados Unidos, 22,7% das pessoas tiveram pelo menos uma crise de pânico na vida sem desenvolver o transtorno. O que caracteriza a síndrome é a repetição das crises e o medo de novas crises mudando a sua vida.

Os sintomas se parecem, e por isso a primeira crise, ou uma dor no peito forte e diferente, pede avaliação médica de urgência. Depois que o médico descarta causas físicas, crises que se repetem com o mesmo padrão apontam para o pânico.

É o medo de estar em lugares onde seria difícil sair ou receber ajuda se viesse uma crise, como transporte público, filas, shoppings, túneis ou ficar sozinho longe de casa. Muitas pessoas com síndrome do pânico passam a evitar esses lugares, e a vida vai encolhendo.

Tem tratamento com boa evidência. A terapia cognitivo-comportamental, com exposição gradual às sensações e aos lugares temidos, é a psicoterapia com melhor resultado nos estudos. Em alguns casos, o psiquiatra também indica medicação.

Quer ajuda para parar de ter medo do medo?

Agende pelo WhatsApp uma avaliação no consultório em Botafogo ou online.