Terapia de casal · decidir

Quando separar?

Sinais de que a relação precisa de mudança, perguntas para pensar antes de decidir e como a terapia de casal ajuda a ficar ou a separar com menos dano.

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Resposta direta

Não existe um sinal único de que é hora de separar. Pesam mais o desprezo frequente, a sensação de que nada muda apesar das tentativas e a falta de vontade de tentar. Brigas, distância ou uma traição, sozinhas, não significam o fim: casais que chegam em crise maior à terapia são os que mais melhoram (Roddy et al., 2020).

Quando há violência, ameaças ou medo, a separação é o caminho mais seguro e a terapia de casal costuma não ser indicada. Nos outros casos, a terapia ajuda a decidir com clareza, seja para ficar, seja para separar com menos dano.

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de dificuldades de casal em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

O que observar

Sinais de que a relação precisa de mudança.

Desprezo

Ironia, deboche, revirar os olhos: o outro passou a ser tratado como alguém inferior.

Nada muda

As mesmas brigas, sobre os mesmos assuntos, há anos, sem nenhuma solução.

Desistência

Um ou os dois pararam de tentar, de conversar e de se importar com o que o outro sente.

Vidas paralelas

Moram juntos, mas sem afeto, sem projetos em comum e sem vontade de estar perto.

Esses sinais pedem atenção, não uma decisão imediata. Muitos casais mudam esses padrões com ajuda. Veja o que é o Método Gottman, que estuda justamente esses padrões.

Antes de decidir

Perguntas para pensar antes de decidir.

  1. 1O que já tentamos?. Vocês já conversaram de verdade sobre o problema, com ajuda, ou só em brigas?
  2. 2O que eu quero, além de sair da dor?. Separar resolve o que está doendo, ou o problema iria junto para a próxima relação?
  3. 3Ainda existe respeito?. Mesmo com raiva, vocês ainda conseguem reconhecer qualidades um no outro?
  4. 4E os filhos?. Como manter os filhos fora do conflito, juntos ou separados?
  5. 5Estou seguro?. Se há medo, ameaça ou violência, a segurança vem antes de qualquer outra pergunta.

Ficar ou separar

Como a terapia ajuda a decidir.

A avaliação começa com uma sessão conjunta, uma individual com cada parceiro, questionários e uma devolutiva. Daí, o casal pode decidir tentar por um período combinado, com objetivos claros, ou trabalhar uma separação com menos dano. As sessões são de 1h30, em Botafogo ou online.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre ficar ou separar?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Padrões que preveem desgaste

A partir de duas conversas observadas, foi possível prever separação em quatro anos com 82,6% de acerto (conversa de conflito) e 92,7% (conversa positiva depois do conflito). É previsão em pesquisa, não sentença para um casal.

Gottman e Levenson, 1999, Family Process

A relação pesa na saúde

Em 126 estudos com mais de 72 mil pessoas, maior qualidade da relação conjugal se associou a melhor saúde física, inclusive menor mortalidade. O efeito é pequeno, parecido com o de hábitos como a alimentação.

Robles et al., 2014, Psychological Bulletin

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Não existe um sinal único. Pesam mais o desprezo frequente, a sensação de que nada muda apesar das tentativas, a falta de vontade de tentar de um ou dos dois e, acima de tudo, medo ou violência. Brigas, distância ou uma traição, sozinhas, não significam que a relação acabou: muitos casais saem dessas fases com ajuda.

Serve. Nem toda terapia de casal termina com o casal junto, e isso não é fracasso. Às vezes, o melhor resultado é uma decisão clara, tomada com menos culpa e mais respeito, principalmente quando há filhos.

É muito comum. A terapia pode ajudar os dois a entender o que está por trás da vontade de sair e da vontade de ficar, e a decidir se vale um período de tentativa com prazo e objetivos combinados.

Depende do clima da casa. Para os filhos, o modo como os pais lidam com o conflito pesa muito: brigas intensas e frequentes na frente deles são um problema, fiquem os pais juntos ou separados. Uma separação feita com cuidado e cooperação entre os pais também pode proteger os filhos.

Quando há violência física, sexual ou psicológica, ameaças ou medo do parceiro. Nesses casos, a terapia de casal costuma não ser indicada, e a prioridade é a segurança. A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) orienta de graça, 24 horas. Em perigo imediato, ligue 190.

Não há prazo fixo, mas muitos casais combinam um período, por exemplo alguns meses, com objetivos claros, e reavaliam ao fim. Isso tira a decisão do calor de uma briga.

Querem decidir com clareza?

Agendem pelo WhatsApp uma primeira sessão de casal em Botafogo ou online.