Insônia · sinais e quando procurar ajuda

Como saber se tenho insônia?

Toda pessoa tem noites ruins. Veja quando elas viram insônia crônica, o que pode imitar insônia e quando é hora de tratar.

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Resposta direta

Insônia é a dificuldade de pegar no sono, de manter o sono ou de acordar cedo demais sem conseguir voltar a dormir, mesmo tendo tempo e lugar para dormir, com reflexo no dia seguinte: cansaço, irritação, falta de concentração. Quando isso acontece em pelo menos três noites por semana, há três meses ou mais, é insônia crônica.

É comum: em São Paulo, 45% dos adultos tinham sintomas de insônia e 15% preenchiam os critérios do transtorno (Castro et al., 2013). O primeiro tratamento recomendado para adultos é a TCC-I, a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (Qaseem et al., 2016).

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de insônia em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

A diferença

Noite ruim ou insônia?

Frequência

Noite ruim: de vez em quando, ligada a um motivo. Insônia: três noites ou mais por semana.

Duração

Noite ruim: passa em dias ou poucas semanas. Insônia crônica: três meses ou mais.

O dia seguinte

Noite ruim: cansaço que passa com a noite seguinte. Insônia: cansaço, irritação e falta de foco que se repetem.

A relação com a cama

Noite ruim: você deita sem pensar no sono. Insônia: a hora de deitar vira fonte de tensão e de medo da noite.

Muita insônia crônica começa com uma fase difícil, como luto, mudança, nascimento de um filho ou crise no trabalho. O motivo passa, mas os hábitos criados para compensar (ficar mais tempo na cama, cochilar, tentar forçar o sono) continuam e mantêm a insônia sozinhos.

De noite e de dia

Como a insônia aparece.

Demora para pegar no sono

Mais de meia hora deitado, com a cabeça acelerada, revendo o dia ou planejando o seguinte.

Acorda no meio da noite

Despertares longos, de mais de meia hora, olhando o celular ou o relógio.

Acorda cedo demais

Bem antes do despertador e sem conseguir voltar a dormir.

O dia paga

Cansaço, irritação, dificuldade de concentração, cochilos ou café para aguentar.

Um sinal típico da insônia crônica: sentir sono no sofá, mas perder o sono ao deitar na cama. É a cama que virou um lugar de alerta, e é isso que a TCC-I trabalha.

Outras causas

Nem todo sono ruim é insônia.

Falta de tempo para dormir

Quem pega no sono rápido, mas dorme pouco porque o dia não deixa, tem privação de sono. A saída é mais tempo na cama, não tratamento para insônia.

Apneia do sono

Ronco alto, pausas na respiração percebidas por quem dorme junto e sono forte durante o dia pedem avaliação médica do sono.

Pernas inquietas

Uma vontade de mexer as pernas, com desconforto que piora à noite e melhora ao movimentar, também atrapalha o sono e tem tratamento médico.

Relógio biológico atrasado

Quem só sente sono de madrugada e dorme bem quando pode acordar tarde pode ter um horário biológico deslocado, não insônia.

Ansiedade e depressão

Preocupação constante, tristeza e falta de prazer costumam vir com sono ruim. Vale olhar os dois e tratar a insônia também.

Substâncias e remédios

Café à tarde, álcool à noite, alguns remédios e o uso de telas na cama atrapalham o sono e entram na avaliação.

Para medir humor e ansiedade, há testes de saúde mental gratuitos, como o de ansiedade e o de depressão.

Para organizar o que você sente

Perguntas para se fazer.

  • Tenho dificuldade para dormir em três noites ou mais por semana?
  • Isso já dura três meses ou mais?
  • Tenho tempo suficiente para dormir, mas o sono não vem ou não se mantém?
  • O dia seguinte é afetado: cansaço, irritação, falta de concentração?
  • A hora de deitar virou motivo de tensão ou de medo de mais uma noite ruim?
  • Uso remédio, álcool ou outra coisa quase toda noite para conseguir dormir?

Não é um teste com pontuação: o questionário de insônia mais usado é protegido por direitos autorais. Se várias respostas forem sim, um diário do sono de duas semanas (horário de deitar, de pegar no sono, despertares e horário de levantar) já ajuda muito na primeira consulta.

Próximo passo

Quando procurar tratamento?

  • A insônia já dura mais de três meses ou volta sempre nas fases de estresse.
  • Você depende de remédio para dormir e quer outra saída.
  • O cansaço está pesando no trabalho, no humor ou nas relações.
  • Você já tentou as dicas de higiene do sono e não bastou.

A TCC-I tem de 8 a 10 sessões, com diário do sono, ajuste do horário na cama, controle de estímulos e trabalho com a preocupação noturna. Para começar já nas próximas noites, leia insônia: o que fazer. O tratamento é feito no consultório em Botafogo ou pela terapia online para insônia. Se a dúvida é sobre medicação, veja remédio para dormir ou terapia.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre insônia?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Insônia é comum no Brasil

No estudo epidemiológico do sono de São Paulo, com mais de mil adultos, 45% tinham sintomas de insônia e 15% preenchiam os critérios do transtorno de insônia.

Castro et al., 2013, Annals of Neurology

Um transtorno próprio, não só um sintoma

A revisão da Nature Reviews descreve a insônia como um transtorno em si, marcado por insatisfação com o sono e prejuízo durante o dia, que muitas vezes aparece junto com dor, depressão e outros problemas de saúde.

Morin et al., 2015, Nature Reviews Disease Primers

Insônia antecede depressão

Em 21 estudos longitudinais, pessoas sem depressão que tinham insônia tiveram cerca de duas vezes mais chance de desenvolver depressão no seguimento (razão de chances de 2,60 no modelo de efeitos aleatórios).

Baglioni et al., 2011, Journal of Affective Disorders

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Insônia é a dificuldade de pegar no sono, de manter o sono ou de acordar cedo demais sem conseguir voltar a dormir, mesmo tendo tempo e lugar adequados para dormir, com reflexo no dia seguinte: cansaço, irritação, falta de concentração. Quando isso acontece em pelo menos três noites por semana há três meses ou mais, é insônia crônica, que tem tratamento próprio.

A insônia não é definida por um número de horas. Algumas pessoas dormem pouco e acordam bem; outras dormem sete horas e se sentem mal. O que define insônia é a dificuldade para dormir apesar da oportunidade, a insatisfação com o sono e o prejuízo durante o dia.

Não. Quem dorme pouco porque trabalha até tarde ou acorda muito cedo, mas pega no sono rápido quando deita, está com privação de sono, não com insônia. A solução é outra: mais tempo para dormir.

Pode vir junto e também pode vir antes. Numa meta-análise de 21 estudos, pessoas com insônia tiveram cerca de duas vezes mais chance de desenvolver depressão depois. Por isso, vale olhar também o humor e a ansiedade, e tratar a insônia mesmo quando ela aparece junto com outro quadro.

O questionário mais usado para medir insônia, o Índice de Gravidade de Insônia, é protegido por direitos autorais e não pode ser publicado livremente. As perguntas desta página e um diário do sono de duas semanas ajudam a organizar o que você sente; o diagnóstico é feito em consulta.

Tem tratamento com boa evidência. A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) é o primeiro tratamento recomendado para adultos com insônia crônica, e os ganhos tendem a se manter depois que a terapia termina.

Quer voltar a dormir?

Agende pelo WhatsApp uma avaliação no consultório em Botafogo ou online.