TDAH adulto · sinais, teste e avaliação

Como saber se tenho TDAH sendo adulto?

Todo mundo se distrai. A pergunta é quando a desatenção e a impulsividade vêm de longe, aparecem em tudo e atrapalham a vida. Veja os sinais, o que pode imitar o TDAH, um teste gratuito e como é a avaliação.

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Resposta direta

O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento: os sinais de desatenção, de inquietação ou de impulsividade começam na infância ou na adolescência, aparecem em mais de um contexto, como trabalho, casa e relações, e atrapalham de verdade. Na vida adulta, a hiperatividade costuma virar inquietação interna, e o que mais pesa é a dificuldade de organizar, de começar e de terminar tarefas.

Para um primeiro filtro, responda o teste de TDAH adulto ASRS, as seis perguntas da escala da OMS (Kessler et al., 2005). Em 20 países, 2,8% dos adultos tinham TDAH (Fayyad et al., 2017). O diagnóstico é feito em consulta, por entrevista sobre a infância e a vida atual.

Quem atende

Maurício Araújo, psicólogo

Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de TDAH em adultos

CRP 05/80169 · conferir no CFP

Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro

Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior

Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso

A diferença

Distração comum ou TDAH?

Desde quando

Distração comum: começou numa fase de estresse, de pouco sono ou de muito celular. TDAH: os sinais existem desde a infância ou a adolescência, mesmo que mais leves ou compensados.

Onde aparece

Distração comum: só no trabalho chato ou só numa fase. TDAH: no trabalho, em casa, nas finanças, nas relações e no lazer.

Esforço

Distração comum: com descanso e organização, melhora. TDAH: você se esforça mais do que os outros para chegar ao mesmo resultado, e mesmo assim esquece e se atrasa.

Impacto

Distração comum: incomoda, mas não muda a vida. TDAH: prazos perdidos, contas atrasadas, projetos abandonados e conflitos repetidos.

Na vida adulta

Os sinais de TDAH em adultos.

Desatenção

Perder o foco em reuniões e leituras, errar por descuido, esquecer compromissos e objetos, ter dificuldade de organizar e de terminar o que começa.

Inquietação

Sensação de motor ligado por dentro, dificuldade de ficar parado em filas e reuniões longas, mexer as mãos e as pernas, falar demais.

Impulsividade

Interromper os outros, responder antes de a pergunta terminar, decidir e comprar por impulso, perder a paciência com esperas.

Para o diagnóstico em adultos, o DSM-5 pede cinco ou mais sinais de desatenção ou de hiperatividade e impulsividade, por pelo menos seis meses, com vários deles presentes antes dos 12 anos, em mais de um contexto e com prejuízo real. Por isso a avaliação pergunta tanto sobre a infância.

Antes de concluir

O que pode parecer TDAH?

Ansiedade

A preocupação ocupa a cabeça e tira a concentração. Os dois também podem vir juntos. TDAH ou ansiedade?

Sono ruim

Dormir pouco ou mal por semanas afeta memória e foco de qualquer pessoa. Se a noite é o problema, veja insônia.

Problemas de tireoide, uso de álcool e de outras substâncias e alguns remédios também afetam a atenção e entram na investigação.

Próximo passo

Quando procurar avaliação?

  • Os sinais vêm de longe e aparecem em mais de um lugar da sua vida.
  • Você perde prazos, esquece compromissos ou abandona projetos com frequência.
  • A desorganização já trouxe prejuízos no trabalho, nas finanças ou nas relações.
  • Alguém da família tem diagnóstico de TDAH.
  • O ASRS deu resultado positivo.

Veja como é feita a avaliação de TDAH adulto e quem faz. Na TCC, o trabalho é sobre organização, procrastinação e a ansiedade que costuma vir junto, no consultório em Botafogo ou pela terapia online para TDAH.

O que dizem os estudos

O que dizem os estudos sobre TDAH adulto?

Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.

Seis perguntas de rastreio

Na versão de seis perguntas da escala da OMS, a sensibilidade foi de 68,7% e a especificidade de 99,5% em comparação com a avaliação clínica: é um bom filtro, mas não substitui a consulta.

Kessler et al., 2005, Psychological Medicine

Raramente vem sozinho

Em dados de mais de 15 milhões de pessoas, adultos com TDAH tiveram chance bem maior de ter também ansiedade, depressão, transtorno bipolar e uso de substâncias, o que reforça a necessidade de avaliar o quadro inteiro.

Hartman et al., 2023, Neuroscience & Biobehavioral Reviews

A TCC ajuda

Em 14 ensaios com 700 adultos, a TCC reduziu os sintomas centrais do TDAH em comparação com a lista de espera e, somada à medicação, mais do que a medicação sozinha. Os autores classificam a qualidade da evidência como baixa a moderada.

Lopez et al., 2018, Cochrane Database of Systematic Reviews

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Três perguntas ajudam: os sinais de desatenção ou de inquietação e impulsividade aparecem há muito tempo, desde a infância ou a adolescência? Aparecem em mais de um lugar, como trabalho, casa e relações? E atrapalham de verdade? Se as três respostas forem sim, vale fazer o teste ASRS e procurar avaliação. O diagnóstico é feito em consulta, não por teste online.

Perder o foco em tarefas longas ou chatas, cometer erros por descuido, esquecer compromissos e objetos, ter dificuldade de organizar e de terminar o que começa, adiar tarefas que exigem esforço mental, sentir inquietação por dentro, interromper os outros e tomar decisões por impulso. Em adultos, a hiperatividade costuma virar uma inquietação interna.

Não. Celular, sono ruim, estresse, ansiedade e depressão atrapalham a atenção de qualquer pessoa. No TDAH, as dificuldades vêm desde cedo, aparecem em vários contextos e não dependem de uma fase difícil. Por isso a avaliação investiga a história de vida e outras causas possíveis.

Sim. Muitas pessoas compensam as dificuldades por anos, com esforço extra, e só percebem quando as exigências do trabalho, da família ou da vida independente aumentam. Mesmo assim, os sinais costumam estar presentes desde a infância, ainda que mais leves ou não percebidos.

Em pesquisas da Organização Mundial da Saúde em 20 países, a média foi de 2,8% dos adultos. Os autores destacam que o TDAH adulto é pouco reconhecido e pouco tratado, e que muita gente procura ajuda por ansiedade ou depressão sem saber do TDAH.

A terapia cognitivo-comportamental ajuda a organizar a rotina, lidar com a procrastinação e cuidar da ansiedade e do desânimo que costumam vir junto. Em muitos casos, o melhor resultado vem da combinação com medicação, que é indicada e acompanhada por psiquiatra.

Quer entender o que está acontecendo?

Agende pelo WhatsApp uma avaliação no consultório em Botafogo ou online.