Supervisão clínica · Abordagem integrada

Análise do Comportamento integrada à TCC: supervisão de casos.

Supervisão de casos em Terapia Cognitivo-Comportamental com a Análise do Comportamento integrada: a análise funcional como base do raciocínio clínico, da ativação comportamental, da exposição e do manejo de contingências. O objetivo é entender o que mantém o problema de cada paciente e escolher a intervenção a partir disso. Online e no Instituto InMind, em Botafogo (RJ).

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A base

A análise funcional.

Antes de escolher a técnica, a pergunta é: o que mantém esse comportamento? A análise funcional organiza a resposta em quatro partes.

Antecedentes

Em que situações o comportamento aparece: lugares, pessoas, horários, estados do corpo, pensamentos.

Respostas

O que a pessoa faz, sente e pensa, descrito de forma observável e mensurável.

Consequências

O que acontece depois: o que é obtido (reforçamento positivo) e o que é evitado ou aliviado (reforçamento negativo).

Função

Para que o comportamento serve na vida da pessoa, e o que a mantém repetindo, mesmo com prejuízo.

Na TCC, a análise funcional forma o diagnóstico funcional, que fica ao lado do diagnóstico nosológico e alimenta a formulação do caso. Ela também ajuda numa das partes mais difíceis da formulação, a que exige inferência: em um estudo com 115 profissionais, a concordância caiu justamente nesses aspectos (Kuyken e colaboradores, 2005). Descrever antecedentes e consequências de forma observável torna as hipóteses mais fáceis de testar.

Na prática

Da análise à intervenção.

Ativação comportamental

Na depressão, a análise funcional mostra como a esquiva e a perda de reforçadores mantêm o quadro; o tratamento reorganiza as atividades por valores.

Do lado do paciente: 7 passos da ativação comportamental.

Exposição

Nos transtornos de ansiedade, a esquiva e os comportamentos de segurança são reforçados pelo alívio; a exposição muda essa contingência.

Do lado do paciente: TCC para pânico.

Exposição com prevenção de resposta

No TOC, compulsões e busca por garantia funcionam como fuga; a prevenção de resposta interrompe o ciclo.

Do lado do paciente: exposição com prevenção de resposta.

Manejo de contingências

Na adesão ao tratamento, nos hábitos e nas mudanças de rotina, ajustar antecedentes e consequências torna a mudança mais provável.

Do lado do paciente: TCC para insônia.

O que dizem os estudos

Intervenções comportamentais com evidência.

Na depressão, uma meta-análise de 26 ensaios randomizados (1.524 participantes) encontrou a ativação comportamental superior aos controles e com efeito favorável também na comparação com medicação em um número menor de estudos; os autores ressaltam a baixa qualidade de boa parte dos estudos e pedem seguimentos mais longos (Ekers e colaboradores, 2014).

Nos transtornos de ansiedade, uma meta-análise de 41 ensaios controlados com placebo (2.843 pacientes) mostrou efeito moderado da TCC, com efeitos numericamente maiores nas intervenções baseadas principalmente em exposição, embora a diferença não tenha sido significativa (Carpenter e colaboradores, 2018).

Escopo e formação

O que esta supervisão inclui.

A supervisão trabalha a análise funcional e as intervenções comportamentais dentro da Terapia Cognitivo-Comportamental. Sou especialista em TCC e tenho especialização em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivo-Comportamental.

As modalidades são as mesmas da supervisão em TCC: individual, dupla, grupo ou ouvinte, online ou em Botafogo. Veja o mapa de competências, a supervisão em TCC e o modelo completo na página de supervisão clínica.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

É o uso da análise funcional (antecedentes, respostas e consequências) como base do raciocínio clínico dentro da TCC. Ela explica o que mantém o problema e orienta intervenções como ativação comportamental, exposição e manejo de contingências, ao lado das intervenções cognitivas.

O nosológico classifica o quadro pelos critérios do DSM. O funcional descreve, para aquela pessoa, quais situações disparam o problema, como ela responde e quais consequências mantêm o padrão. O primeiro indica o protocolo; o segundo diz como adaptá-lo.

Maurício Araújo (CRP 05/80169) é especialista em TCC e tem especialização em Análise do Comportamento e Terapia Cognitivo-Comportamental.

O valor depende da modalidade e da frequência e é informado pelo WhatsApp, junto com os horários disponíveis.

Referências

  1. Ekers, D. et al. (2014). Behavioural activation for depression; an update of meta-analysis of effectiveness and sub group analysis. PLoS One, 9(6), e100100. DOI
  2. Carpenter, J. K. et al. (2018). Cognitive behavioral therapy for anxiety and related disorders: a meta-analysis of randomized placebo-controlled trials. Depression and Anxiety, 35(6), 502–514. DOI
  3. Kuyken, W. et al. (2005). The reliability and quality of cognitive case formulation. Behaviour Research and Therapy, 43(9), 1187–1201. DOI
  4. Roth, A. D.; Pilling, S. (2008). Using an evidence-based methodology to identify the competences required to deliver effective cognitive and behavioural therapy for depression and anxiety disorders. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 36(2), 129–147. Acesso

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