Supervisão clínica · Abordagem integrada

Terapia do Esquema integrada à TCC: supervisão de casos.

Supervisão de casos em Terapia Cognitivo-Comportamental com a Terapia do Esquema integrada, para quando o protocolo padrão não basta: problemas crônicos, padrões que se repetem nos relacionamentos e traços de personalidade. Esquemas e modos entram na formulação e no plano de TCC, sem perder a estrutura, as metas e as medidas. Online e no Instituto InMind, em Botafogo (RJ).

Por · Revisado em

Escopo

O que esta supervisão é, e o que não é.

Uso a Terapia do Esquema de forma integrada à TCC, na formulação e nas intervenções dos casos que pedem essa camada. Esta não é uma supervisão voltada à certificação internacional em Terapia do Esquema; para isso, procure uma supervisora credenciada pela International Society of Schema Therapy (ISST).

Se você atende em TCC e tem casos em que a Terapia do Esquema ajudaria a entender e conduzir o tratamento, esta supervisão é para você. Para conhecer a abordagem do lado do paciente, veja o que é a Terapia do Esquema.

Quando entra

Sinais de que o caso pede a Terapia do Esquema.

  • O caso não responde ao protocolo padrão de TCC, mesmo bem conduzido.
  • Os problemas são crônicos e começaram cedo na vida.
  • Os mesmos padrões se repetem nos relacionamentos, no trabalho e na terapia.
  • Há traços de personalidade que atravessam o tratamento, como no borderline.
  • A relação terapêutica vira o próprio campo do problema: o paciente testa, se afasta ou idealiza.

Veja como esses temas aparecem do lado do paciente nas páginas de relacionamentos, de padrões que se repetem e no borderline.

Competências

O que se treina na supervisão.

Formular esquemas e modos

Identificar esquemas iniciais desadaptativos e modos que aparecem na sessão, e encaixá-los na conceitualização em TCC, sem trocar uma formulação pela outra.

Ler a relação terapêutica

Perceber quando um esquema do paciente se ativa na sessão, e também quando os esquemas da terapeuta entram em jogo.

Decidir sobre técnicas vivenciais

Quando o trabalho com imagens ou com diálogos entre modos faz sentido no plano, e quando o caso ainda precisa de estabilidade antes.

Manter o foco do tratamento

Usar a Terapia do Esquema a serviço das metas combinadas, sem perder a estrutura, as medidas e as tarefas da TCC.

Essas competências entram no mapa geral da supervisão como competências específicas por abordagem. Veja o mapa de competências.

O que dizem os estudos

Onde a Terapia do Esquema tem evidência.

  • Borderline: em 3 anos de tratamento, pacientes em Terapia do Esquema tiveram cerca de duas vezes mais chance de recuperação do que em psicoterapia focada na transferência (Giesen-Bloo e colaboradores, 2006). Em um ensaio com 495 pacientes em 5 países, o formato individual combinado com grupo reduziu a gravidade do borderline mais que o tratamento habitual (Arntz e colaboradores, 2022).
  • Outros transtornos de personalidade: com 323 pacientes, mais pessoas se recuperaram na Terapia do Esquema do que no tratamento habitual (Bamelis e colaboradores, 2014).
  • Depressão: em um ensaio com 100 pacientes, Terapia do Esquema e TCC tiveram resultados equivalentes, e os autores pedem replicação (Carter e colaboradores, 2013).

Um achado do estudo de Bamelis interessa diretamente a quem supervisiona: os terapeutas treinados principalmente com exercícios tiveram resultados melhores do que os treinados principalmente com aulas. É o mesmo princípio da supervisão baseada em competências, que aposta em role-play e prática reflexiva para as habilidades de condução (Bennett-Levy e colaboradores, 2009).

Como funciona

Modalidades e formato.

A supervisão com Terapia do Esquema integrada segue as mesmas modalidades da supervisão em TCC: individual, dupla, grupo ou ouvinte, online ou presencial em Botafogo. Veja como funcionam grupo, dupla e ouvinte e o modelo completo na página de supervisão clínica em TCC.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

É uma supervisão de casos em TCC com a Terapia do Esquema integrada à formulação e às intervenções. Não é uma supervisão voltada à certificação internacional em Terapia do Esquema; para isso, procure uma supervisora credenciada pela International Society of Schema Therapy (ISST).

Em casos crônicos, com padrões que se repetem nos relacionamentos, traços de personalidade ou quando o protocolo padrão, bem conduzido, não está dando resultado. Para muitos quadros, o protocolo de primeira linha continua sendo o ponto de partida.

Não para trazer o caso. Conhecer os conceitos de esquemas e modos ajuda; na supervisão, eles são trabalhados a partir dos seus casos e sempre dentro de uma formulação em TCC.

Depende do quadro. Nos transtornos de personalidade, ensaios clínicos mostram bons resultados da Terapia do Esquema. Na depressão maior, um ensaio com 100 pacientes não encontrou diferença entre Terapia do Esquema e TCC. Por isso a integração é decidida caso a caso, pela formulação.

Quando aparecem no caso, sim, como parte do trabalho clínico: perceber o que o paciente ativa em você ajuda a conduzir a sessão. A supervisão não é terapia pessoal; se esse tema pedir mais espaço, a indicação é a sua própria terapia.

O valor depende da modalidade e da frequência e é informado pelo WhatsApp, junto com os horários disponíveis.

Referências

  1. Giesen-Bloo, J. et al. (2006). Outpatient psychotherapy for borderline personality disorder: randomized trial of schema-focused therapy vs transference-focused psychotherapy. Archives of General Psychiatry, 63(6), 649–658. DOI
  2. Bamelis, L. L. M.; Evers, S. M. A. A.; Spinhoven, P.; Arntz, A. (2014). Results of a multicenter randomized controlled trial of the clinical effectiveness of schema therapy for personality disorders. American Journal of Psychiatry, 171(3), 305–322. DOI
  3. Arntz, A. et al. (2022). Effectiveness of predominantly group schema therapy and combined individual and group schema therapy for borderline personality disorder: a randomized clinical trial. JAMA Psychiatry, 79(4), 287–299. DOI
  4. Carter, J. D. et al. (2013). Psychotherapy for depression: a randomized clinical trial comparing schema therapy and cognitive behavior therapy. Journal of Affective Disorders, 151(2), 500–505. DOI
  5. Bennett-Levy, J.; McManus, F.; Westling, B. E.; Fennell, M. (2009). Acquiring and refining CBT skills and competencies: which training methods are perceived to be most effective?. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 37(5), 571–583. DOI

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