Supervisão clínica · Recém-formadas

Supervisão para psicólogas recém-formadas em TCC.

Os primeiros casos concentram as maiores dúvidas: como conduzir a primeira sessão, avaliar risco, formular e escolher a intervenção. A supervisão clínica em TCC para recém-formadas trabalha essas competências uma a uma, com a modalidade de ouvinte para quem ainda não atende e um caminho para a prática na equipe do Atendimento Social. Online e em Botafogo (RJ).

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Por onde começar

As competências dos primeiros casos.

O mapa de competências da TCC de Roth e Pilling começa pelas competências genéricas e básicas, antes das técnicas específicas de cada transtorno. Para quem está começando, a supervisão prioriza:

Avaliação e entrevista inicial

Coletar a queixa, a história e os fatores de manutenção sem transformar a primeira sessão num interrogatório.

Avaliação de risco

Perguntar sobre ideação suicida e autolesão com naturalidade, saber o que fazer com a resposta e quando acionar a rede.

Aliança terapêutica

Construir vínculo e combinar metas, as competências genéricas que sustentam qualquer protocolo.

Estrutura da sessão

Agenda, revisão da semana, foco, tarefa e resumo: o esqueleto que dá direção às sessões de TCC.

Formulação do caso

Ligar situações, pensamentos, emoções e comportamentos numa explicação que orienta o plano de tratamento.

Saber o limite

Reconhecer quando um caso excede sua competência atual e como encaminhar ou pedir apoio.

O que dizem os estudos

Onde a supervisão mais ajuda.

Uma revisão sistemática sobre supervisão em TCC encontrou o apoio mais consistente justamente para terapeutas iniciantes: a supervisão tende a melhorar a competência de quem está começando, embora o efeito sobre os resultados dos pacientes ainda precise de mais estudos (Alfonsson e colaboradores, 2018).

Esperar que a experiência resolva sozinha não é uma boa aposta: em um acompanhamento de 170 terapeutas, os resultados não melhoraram só com o tempo de prática (Goldberg e colaboradores, 2016). E, para as habilidades de condução da sessão, terapeutas experientes apontam role-play, modelação e prática reflexiva como os métodos mais úteis (Bennett-Levy e colaboradores, 2009), que são o centro da supervisão.

Ainda sem pacientes

Comece como ouvinte.

Na modalidade de ouvinte, você acompanha as discussões de um grupo de supervisão sem apresentar casos. Vê a formulação acontecer, as decisões sendo tomadas e as intervenções sendo demonstradas, e chega aos primeiros atendimentos com repertório. Ela é aberta a psicólogas com CRP ativo e a estudantes de Psicologia. Veja como funcionam grupo, dupla e ouvinte.

Da supervisão à prática

A equipe do Atendimento Social.

Mantenho um programa de Atendimento Social online, com valor reduzido para os pacientes, atendido pela equipe de supervisionandas com os tratamentos de primeira linha. Quando for adequado ao seu momento e às suas competências, você pode integrar essa equipe e receber casos compatíveis com a sua experiência, sempre acompanhados em supervisão.

A supervisão não promete pacientes: o critério do encaminhamento é a necessidade de quem é atendido, e não há nenhum repasse financeiro pelo encaminhamento.

Antes do primeiro encontro

Organize o seu primeiro caso.

O guia de preparação para a supervisão (PDF) traz um roteiro de apresentação de caso, um modelo de formulação e uma autoavaliação de competências. Preencher o roteiro antes do encontro já é parte do treino: ele mostra o que você sabe sobre o caso e o que ainda falta perguntar.

O modelo completo da supervisão, com as três funções, os cinco domínios de competência e as abordagens integradas, está na página de supervisão clínica em TCC.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Para quem já tem CRP, a supervisão contínua costuma ser uma escolha de desenvolvimento profissional. O Código de Ética pede que a psicóloga atue dentro dos limites da sua competência. Nos primeiros casos, a supervisão é o caminho mais direto para ampliar esses limites com segurança, e é onde as evidências de benefício para a competência do terapeuta são mais fortes.

Sim, como ouvinte nos grupos. Você acompanha a formulação e a discussão de casos reais, sem apresentar, e chega aos primeiros atendimentos com mais repertório.

Não para começar. Ter base em TCC ajuda muito, e a supervisão não substitui uma formação. Na conversa inicial, combinamos o melhor formato para o seu momento.

A supervisão não promete pacientes. Quando for adequado ao seu momento e às suas competências, você pode integrar a equipe do Atendimento Social, que atende online com valor reduzido. O critério é sempre a necessidade do paciente, e não há repasse financeiro pelo encaminhamento.

Estudantes podem participar dos grupos como ouvintes. A modalidade não substitui a supervisão de estágio obrigatória da faculdade.

O valor depende da modalidade e da frequência e é informado pelo WhatsApp, junto com os horários disponíveis.

Referências

  1. Alfonsson, S.; Parling, T.; Spännargård, Å.; Andersson, G.; Lundgren, T. (2018). The effects of clinical supervision on supervisees and patients in cognitive behavioral therapy: a systematic review. Cognitive Behaviour Therapy, 47(3), 206–228. DOI
  2. Bennett-Levy, J.; McManus, F.; Westling, B. E.; Fennell, M. (2009). Acquiring and refining CBT skills and competencies: which training methods are perceived to be most effective?. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 37(5), 571–583. DOI
  3. Goldberg, S. B. et al. (2016). Do psychotherapists improve with time and experience? A longitudinal analysis of outcomes in a clinical setting. Journal of Counseling Psychology, 63(1), 1–11. DOI
  4. Roth, A. D.; Pilling, S. (2008). Using an evidence-based methodology to identify the competences required to deliver effective cognitive and behavioural therapy for depression and anxiety disorders. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 36(2), 129–147. Acesso

Vamos conversar.

Mande uma mensagem pelo WhatsApp para saber as modalidades, os horários e o valor da supervisão.