Avaliação e entrevista inicial
Coletar a queixa, a história e os fatores de manutenção sem transformar a primeira sessão num interrogatório.
Supervisão clínica · Recém-formadas
Os primeiros casos concentram as maiores dúvidas: como conduzir a primeira sessão, avaliar risco, formular e escolher a intervenção. A supervisão clínica em TCC para recém-formadas trabalha essas competências uma a uma, com a modalidade de ouvinte para quem ainda não atende e um caminho para a prática na equipe do Atendimento Social. Online e em Botafogo (RJ).
Por Maurício Araújo, psicólogo (CRP 05/80169) · Revisado em
Por onde começar
O mapa de competências da TCC de Roth e Pilling começa pelas competências genéricas e básicas, antes das técnicas específicas de cada transtorno. Para quem está começando, a supervisão prioriza:
Coletar a queixa, a história e os fatores de manutenção sem transformar a primeira sessão num interrogatório.
Perguntar sobre ideação suicida e autolesão com naturalidade, saber o que fazer com a resposta e quando acionar a rede.
Construir vínculo e combinar metas, as competências genéricas que sustentam qualquer protocolo.
Agenda, revisão da semana, foco, tarefa e resumo: o esqueleto que dá direção às sessões de TCC.
Ligar situações, pensamentos, emoções e comportamentos numa explicação que orienta o plano de tratamento.
Reconhecer quando um caso excede sua competência atual e como encaminhar ou pedir apoio.
O que dizem os estudos
Uma revisão sistemática sobre supervisão em TCC encontrou o apoio mais consistente justamente para terapeutas iniciantes: a supervisão tende a melhorar a competência de quem está começando, embora o efeito sobre os resultados dos pacientes ainda precise de mais estudos (Alfonsson e colaboradores, 2018).
Esperar que a experiência resolva sozinha não é uma boa aposta: em um acompanhamento de 170 terapeutas, os resultados não melhoraram só com o tempo de prática (Goldberg e colaboradores, 2016). E, para as habilidades de condução da sessão, terapeutas experientes apontam role-play, modelação e prática reflexiva como os métodos mais úteis (Bennett-Levy e colaboradores, 2009), que são o centro da supervisão.
Ainda sem pacientes
Na modalidade de ouvinte, você acompanha as discussões de um grupo de supervisão sem apresentar casos. Vê a formulação acontecer, as decisões sendo tomadas e as intervenções sendo demonstradas, e chega aos primeiros atendimentos com repertório. Ela é aberta a psicólogas com CRP ativo e a estudantes de Psicologia. Veja como funcionam grupo, dupla e ouvinte.
Da supervisão à prática
Mantenho um programa de Atendimento Social online, com valor reduzido para os pacientes, atendido pela equipe de supervisionandas com os tratamentos de primeira linha. Quando for adequado ao seu momento e às suas competências, você pode integrar essa equipe e receber casos compatíveis com a sua experiência, sempre acompanhados em supervisão.
A supervisão não promete pacientes: o critério do encaminhamento é a necessidade de quem é atendido, e não há nenhum repasse financeiro pelo encaminhamento.
Antes do primeiro encontro
O guia de preparação para a supervisão (PDF) traz um roteiro de apresentação de caso, um modelo de formulação e uma autoavaliação de competências. Preencher o roteiro antes do encontro já é parte do treino: ele mostra o que você sabe sobre o caso e o que ainda falta perguntar.
O modelo completo da supervisão, com as três funções, os cinco domínios de competência e as abordagens integradas, está na página de supervisão clínica em TCC.
Perguntas frequentes
Referências
Supervisão clínica
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