Supervisão clínica · Formatos coletivos
Grupo de supervisão em TCC: dupla, grupo ou ouvinte.
Nos formatos coletivos, você aprende com os seus casos e com os das colegas. Em dupla ou em grupo, psicólogas com CRP ativo apresentam casos; como ouvinte, você acompanha as discussões sem apresentar, uma modalidade aberta também a estudantes de Psicologia. Os grupos são online ou presenciais em Botafogo (RJ), com a mesma supervisão baseada em competências.
Por Maurício Araújo, psicólogo (CRP 05/80169) · Revisado em
Comparação
Os quatro formatos, lado a lado.
| Formato | Casos | Quem pode | O foco |
|---|---|---|---|
| IndividualCRP ativo · Todo o tempo nas suas competências e nos seus casos. | Só os seus | CRP ativo | Todo o tempo nas suas competências e nos seus casos. |
| DuplaCRP ativo · Atenção próxima, com uma segunda perspectiva clínica. | Seus e da colega | CRP ativo | Atenção próxima, com uma segunda perspectiva clínica. |
| GrupoCRP ativo · Mais variedade de casos, role-play entre colegas e troca. | Das participantes | CRP ativo | Mais variedade de casos, role-play entre colegas e troca. |
| OuvinteCRP ativo ou estudante · Aprender com a discussão e com a modelação, sem expor casos. | Não apresenta | CRP ativo ou estudante | Aprender com a discussão e com a modelação, sem expor casos. |
Por que em grupo
Aprender com o caso da colega.
Em um estudo com 120 terapeutas de TCC experientes, a modelação e a prática reflexiva apareceram entre os métodos mais úteis para desenvolver habilidades, ao lado do role-play (Bennett-Levy e colaboradores, 2009). O grupo multiplica essas oportunidades: você vê a formulação de casos que ainda não atendeu, acompanha a demonstração de uma intervenção e pratica com as colegas.
O grupo também cumpre a função restauradora da supervisão, descrita no modelo de Proctor: um lugar para perceber que dúvidas e inseguranças clínicas são compartilhadas, o que reduz o isolamento de quem atende sozinha no consultório.
Ouvinte
Participar sem apresentar casos.
A modalidade de ouvinte é aberta a psicólogas com CRP ativo e a estudantes de Psicologia. Faz sentido para quem:
- ainda não atende e quer ver como o raciocínio clínico em TCC funciona na prática;
- acabou de se formar e quer ganhar repertório antes dos primeiros casos;
- está mudando de abordagem e quer conhecer a TCC por dentro;
- quer manter contato contínuo com discussão de casos entre períodos de supervisão individual.
A ouvinte pode fazer perguntas e participar da discussão, mas não apresenta casos. Para estudantes, a modalidade complementa, sem substituir, a supervisão de estágio obrigatória da faculdade. Recém-formadas encontram mais orientação na página de supervisão para recém-formadas.
Sigilo
Regras do grupo.
- Casos sempre apresentados sem nome, local de trabalho, endereço ou detalhes que permitam reconhecer o paciente.
- Compromisso de sigilo assumido por todas as participantes, inclusive as ouvintes.
- Nada do que é discutido sai do grupo, nem em conversas informais ou redes sociais.
- Trechos de sessão gravados só com consentimento do paciente.
- Respeito às diferenças de experiência: perguntas de quem está começando são parte do método.
As evidências sobre supervisão ainda são mais fortes para a competência do terapeuta do que para os resultados dos pacientes, como mostrou uma revisão sistemática de 2018 (Alfonsson e colaboradores). Por isso o grupo trabalha com metas de competência claras, revistas ao longo do tempo. O modelo completo está na página de supervisão clínica em TCC.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns.
Referências
- Bennett-Levy, J.; McManus, F.; Westling, B. E.; Fennell, M. (2009). Acquiring and refining CBT skills and competencies: which training methods are perceived to be most effective?. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 37(5), 571–583. DOI
- Proctor, B. (1986). Supervision: a co-operative exercise in accountability. In: Marken, M.; Payne, M. (Eds.), Enabling and Ensuring. Leicester: National Youth Bureau.
- Alfonsson, S.; Parling, T.; Spännargård, Å.; Andersson, G.; Lundgren, T. (2018). The effects of clinical supervision on supervisees and patients in cognitive behavioral therapy: a systematic review. Cognitive Behaviour Therapy, 47(3), 206–228. DOI
Supervisão clínica
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