Supervisão clínica · Formatos coletivos

Grupo de supervisão em TCC: dupla, grupo ou ouvinte.

Nos formatos coletivos, você aprende com os seus casos e com os das colegas. Em dupla ou em grupo, psicólogas com CRP ativo apresentam casos; como ouvinte, você acompanha as discussões sem apresentar, uma modalidade aberta também a estudantes de Psicologia. Os grupos são online ou presenciais em Botafogo (RJ), com a mesma supervisão baseada em competências.

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Comparação

Os quatro formatos, lado a lado.

Comparação entre supervisão individual, dupla, grupo e ouvinte
FormatoCasos
IndividualCRP ativo · Todo o tempo nas suas competências e nos seus casos.Só os seus
DuplaCRP ativo · Atenção próxima, com uma segunda perspectiva clínica.Seus e da colega
GrupoCRP ativo · Mais variedade de casos, role-play entre colegas e troca.Das participantes
OuvinteCRP ativo ou estudante · Aprender com a discussão e com a modelação, sem expor casos.Não apresenta

Por que em grupo

Aprender com o caso da colega.

Em um estudo com 120 terapeutas de TCC experientes, a modelação e a prática reflexiva apareceram entre os métodos mais úteis para desenvolver habilidades, ao lado do role-play (Bennett-Levy e colaboradores, 2009). O grupo multiplica essas oportunidades: você vê a formulação de casos que ainda não atendeu, acompanha a demonstração de uma intervenção e pratica com as colegas.

O grupo também cumpre a função restauradora da supervisão, descrita no modelo de Proctor: um lugar para perceber que dúvidas e inseguranças clínicas são compartilhadas, o que reduz o isolamento de quem atende sozinha no consultório.

Ouvinte

Participar sem apresentar casos.

A modalidade de ouvinte é aberta a psicólogas com CRP ativo e a estudantes de Psicologia. Faz sentido para quem:

  • ainda não atende e quer ver como o raciocínio clínico em TCC funciona na prática;
  • acabou de se formar e quer ganhar repertório antes dos primeiros casos;
  • está mudando de abordagem e quer conhecer a TCC por dentro;
  • quer manter contato contínuo com discussão de casos entre períodos de supervisão individual.

A ouvinte pode fazer perguntas e participar da discussão, mas não apresenta casos. Para estudantes, a modalidade complementa, sem substituir, a supervisão de estágio obrigatória da faculdade. Recém-formadas encontram mais orientação na página de supervisão para recém-formadas.

Sigilo

Regras do grupo.

  • Casos sempre apresentados sem nome, local de trabalho, endereço ou detalhes que permitam reconhecer o paciente.
  • Compromisso de sigilo assumido por todas as participantes, inclusive as ouvintes.
  • Nada do que é discutido sai do grupo, nem em conversas informais ou redes sociais.
  • Trechos de sessão gravados só com consentimento do paciente.
  • Respeito às diferenças de experiência: perguntas de quem está começando são parte do método.

As evidências sobre supervisão ainda são mais fortes para a competência do terapeuta do que para os resultados dos pacientes, como mostrou uma revisão sistemática de 2018 (Alfonsson e colaboradores). Por isso o grupo trabalha com metas de competência claras, revistas ao longo do tempo. O modelo completo está na página de supervisão clínica em TCC.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

As participantes trazem casos, sem dados que identifiquem os pacientes. Cada caso é formulado em conjunto, as intervenções são discutidas e ensaiadas com role-play, e todas aprendem com as decisões clínicas umas das outras. A frequência e o número de participantes são combinados na formação de cada grupo.

É a participação no grupo sem apresentar casos. A ouvinte acompanha a formulação, as discussões e as demonstrações, e pode fazer perguntas. É aberta a psicólogas com CRP ativo e a estudantes de Psicologia.

Sim, como ouvintes. Para apresentar casos, é preciso ser psicóloga com CRP ativo. A modalidade de ouvinte não substitui a supervisão de estágio obrigatória da faculdade.

Os casos são apresentados sem nome, local de trabalho, endereço ou detalhes reconhecíveis. Todas as participantes, inclusive as ouvintes, assumem o compromisso de sigilo sobre o que é discutido.

O individual concentra o tempo nos seus casos e nas suas metas de competência. O grupo amplia o repertório, porque você acompanha casos que ainda não atendeu. Dá para combinar os dois em fases diferentes da carreira.

Pode ser online, pelo Google Meet, ou presencial no Instituto InMind, em Botafogo, no Rio de Janeiro, conforme a turma.

O valor depende da modalidade (dupla, grupo ou ouvinte) e da frequência, e é informado pelo WhatsApp.

Referências

  1. Bennett-Levy, J.; McManus, F.; Westling, B. E.; Fennell, M. (2009). Acquiring and refining CBT skills and competencies: which training methods are perceived to be most effective?. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 37(5), 571–583. DOI
  2. Proctor, B. (1986). Supervision: a co-operative exercise in accountability. In: Marken, M.; Payne, M. (Eds.), Enabling and Ensuring. Leicester: National Youth Bureau.
  3. Alfonsson, S.; Parling, T.; Spännargård, Å.; Andersson, G.; Lundgren, T. (2018). The effects of clinical supervision on supervisees and patients in cognitive behavioral therapy: a systematic review. Cognitive Behaviour Therapy, 47(3), 206–228. DOI

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