Burnout · afastamento e volta ao trabalho · Brasil
Afastamento por burnout: como funciona.
Quem dá o atestado, quem paga os primeiros dias, quando entra o INSS, quando o burnout conta como doença do trabalho e como usar o tempo afastado para voltar melhor. Informação geral, com as fontes; não é parecer jurídico.
Por Maurício Araújo, psicólogo (CRP 05/80169) · Revisado em
Resposta direta
No Brasil, o afastamento por burnout começa com um atestado médico. Até 15 dias, a empresa paga o salário. A partir do 16º dia, o trabalhador com carteira assinada pede ao INSS o benefício por incapacidade temporária, concedido após perícia (Lei nº 8.213/1991, arts. 59 e 60). A síndrome de burnout está na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde (Portaria GM/MS nº 1.999/2023). Quando o INSS reconhece a relação com o trabalho, o benefício é acidentário, com estabilidade de 12 meses no emprego após o retorno (art. 118 da mesma lei).
O psicólogo não concede o afastamento, mas trata, emite relatório sobre o quadro e ajuda a planejar a volta, que é onde a terapia mais faz diferença: em pessoas com burnout clínico, tratamentos que incluíam o diálogo com o empregador encurtaram o tempo até o retorno (Perski et al., 2017).
Quem atende
Maurício Araújo, psicólogo
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · tratamento de burnout em adultos
CRP 05/80169 · conferir no CFP
Instituto InMind · Rua Real Grandeza, 108, sala 108 · Botafogo, Rio de Janeiro
Online pelo Google Meet para todo o Brasil e brasileiros no exterior
Agendamento pelo WhatsApp (21) 97170-3636 · nota fiscal para reembolso
Passo a passo
Como funciona o afastamento no Brasil.
- 1Avaliação médica. Psiquiatra, clínico ou médico do trabalho avalia se os sintomas impedem o trabalho e emite o atestado, com o tempo de afastamento.
- 2Até 15 dias. A empresa paga o salário normalmente. Atestados pela mesma doença dentro de 60 dias podem ser somados.
- 3A partir do 16º dia. O pedido do benefício por incapacidade temporária é feito pelo Meu INSS ou pelo telefone 135, com atestados e laudos. O INSS decide por perícia ou análise documental.
- 4Relação com o trabalho. Se o burnout for ligado ao trabalho, a empresa deve emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Se ela não emitir, o próprio trabalhador, o sindicato ou o médico podem fazê-lo.
- 5Volta. Ao fim do benefício, o médico do trabalho faz o exame de retorno antes de a pessoa reassumir a função, quando o afastamento passa de 30 dias (NR-7).
Esta é uma visão geral. Prazos, carência e documentos mudam conforme o caso; confirme no INSS, com o sindicato ou com um advogado trabalhista ou previdenciário.
O que diz a norma
Burnout é doença do trabalho?
Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho
Benefício acidentário
NR-1 e riscos psicossociais
A diferença entre burnout e depressão também importa aqui, porque os dois podem ser ligados ao trabalho. Veja burnout ou depressão.
Terapia e afastamento
O que o psicólogo faz nesse processo.
O afastamento é uma decisão médica e previdenciária. O papel do psicólogo é outro, e começa antes e termina depois dele:
Avaliar e medir
Documentar
Tratar durante a pausa
Preparar a volta
Retorno
Como planejar a volta ao trabalho.
Voltar para as mesmas condições que causaram o esgotamento costuma levar a uma recaída. Os estudos de retorno ao trabalho apontam alguns fatores que ajudam:
- Conversar com a empresa antes da volta, de preferência com o médico do trabalho, sobre carga, prazos e prioridades.
- Voltar de forma gradual, quando possível, com horário ou demandas reduzidas no começo.
- Chegar com o sono razoavelmente recuperado; insônia na volta é um sinal de alerta.
- Ter mais controle sobre o próprio trabalho: o que fazer, em que ordem e quando parar.
- Manter a terapia nas primeiras semanas, quando o risco de voltar ao padrão antigo é maior.
Para cargos de liderança, veja psicólogo para executivos. Para começar o tratamento: presencial em Botafogo ou online.
O que dizem os estudos
O que ajuda a voltar bem?
A pesquisa sobre afastamento e retorno no burnout ainda é pequena, mas aponta na mesma direção: tratar a pessoa e mexer no trabalho. Os números vêm dos próprios estudos, com link para a fonte.
Tratar encurta o caminho de volta
Em pessoas com burnout clínico, as intervenções de tratamento reduziram o tempo até a volta ao trabalho (HR 4,5). As que funcionaram melhor ajudavam o paciente a abrir o diálogo com o empregador e incluíam orientação sobre o trabalho.
Perski et al., 2017, Scandinavian Journal of PsychologyMexer no trabalho faz diferença
Numa revisão de intervenções para pessoas afastadas por burnout, só a que agia no local de trabalho melhorou a volta: 89% tinham voltado em 18 meses, contra 73% no grupo de comparação. Os autores alertam que os estudos ainda são poucos e heterogêneos.
Lambreghts et al., 2023, Occupational and Environmental MedicineO que ajuda e o que atrapalha a volta
Boa comunicação com a empresa, sono preservado e retorno em tempo parcial se associaram a uma volta melhor; pouco controle sobre o próprio trabalho e afastamento acima de seis meses, a uma volta pior.
Kärkkäinen et al., 2017, Occupational MedicinePessoa e organização juntas
Intervenções que combinaram cuidado individual com mudanças na organização (participação nas decisões, mais controle e apoio, menos estressores) foram eficazes na reabilitação, embora com risco de viés alto nos estudos.
Pijpker et al., 2019, International Journal of Environmental Research and Public HealthPerguntas frequentes
Dúvidas comuns.
Precisa de ajuda para parar ou voltar?
Agende pelo WhatsApp uma avaliação no consultório em Botafogo ou online.
Veja também
- BurnoutEsgotamento ligado ao trabalho.
- Burnout ou depressão?As diferenças e quando os dois vêm juntos.
- Teste de burnout (CBI)Inventário de Copenhague: esgotamento de 0 a 100.
- Burnout em BotafogoConsultório no Instituto InMind, como chegar e como funciona.
- Terapia online para burnoutTCC por vídeo, para todo o Brasil e o exterior.
- Valores e reembolsoNota fiscal, reembolso pelo plano e Imposto de Renda.