Supervisão clínica · Competências · Ferramenta gratuita

Autoavaliação de competências do terapeuta em TCC.

Em cerca de 10 minutos, você avalia 16 competências, gerais e específicas da TCC, em 5 degraus, vê o seu mapa e sai com dois focos de treino para as próximas semanas. Serve para usar sozinha ou com o seu supervisor.

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Resposta direta

Uma autoavaliação de competências do terapeuta é um roteiro para a psicóloga olhar para as próprias habilidades clínicas e escolher o que treinar. Esta tem duas partes, como as escalas de competência publicadas: competências gerais, comuns a qualquer psicoterapia, e competências específicas da TCC. Cada uma é avaliada em 5 degraus, de Iniciante a Especialista. Não é uma escala validada: é uma ferramenta de reflexão, que fica mais precisa quando comparada com a avaliação do supervisor.

Como funciona

Três passos, dez minutos.

  1. 1

    Avalie

    Para cada competência, escolha o degrau que descreve as suas últimas sessões, não a sua melhor sessão.

  2. 2

    Veja o mapa

    O mapa mostra onde você já está segura e onde o treino vai render mais agora.

  3. 3

    Escolha dois focos

    Competência cresce com treino concentrado. Saia com duas metas para as próximas 4 semanas.

Os 5 degraus seguem o modelo de aquisição de habilidades de Dreyfus, o mesmo que organiza a CTS-R, a escala mais usada para avaliar competência em TCC (Blackburn e colaboradores, 2001). O mapa completo das competências, com o que cada uma inclui, está em competências do terapeuta em TCC.

A ferramenta

Onde você está hoje.

Responda pensando em casos reais das últimas semanas. Se uma competência não fez parte do seu trabalho recente, deixe em branco.

Antes de começar

Quem está avaliando?

No modo em dupla, cada competência ganha uma segunda linha para a avaliação do supervisor(a), feita na supervisão.

Abordagens integradas

Os 5 degraus

  1. 1InicianteConheço a ideia, mas ainda não aplico, ou aplico com muita dificuldade.
  2. 2Iniciante avançadaAplico em situações simples, seguindo um roteiro. Perco o fio quando o caso complica.
  3. 3CompetenteAplico com segurança na maior parte dos casos, com pequenos deslizes.
  4. 4ProficienteAplico com fluidez e adapto ao paciente e ao momento da sessão.
  5. 5EspecialistaAplico bem mesmo em casos difíceis e consigo explicar a outra pessoa como faço.
0 de 16 competênciasVer meu mapa

Comece por qualquer competência. Leva cerca de 10 minutos.

1

Competências gerais

Comuns a qualquer psicoterapia: relação, condução, risco e ética.

01

Acolhimento e empatia precisa

Mostrar que entendeu o que a pessoa sente e pensa, com palavras que fazem sentido para ela.

Sinal observável: Quando você resume, o paciente diz “é isso” e continua falando.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

02

Validação

Reconhecer o que faz sentido na experiência do paciente, sem concordar com tudo.

Sinal observável: Você valida antes de propor uma mudança, e o paciente não se defende.

Meu nível hoje

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03

Metas e tarefas combinadas

Construir com o paciente acordo sobre para onde a terapia vai e como chegar lá.

Sinal observável: O paciente sabe dizer, com as palavras dele, quais são as metas.

Meu nível hoje

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04

Perceber e reparar rupturas

Notar sinais de afastamento ou confronto e conversar sobre eles na sessão.

Sinal observável: Você nomeia a tensão com curiosidade, sem se defender, e a sessão volta a fluir.

Meu nível hoje

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05

Ritmo e uso do tempo

Conduzir a sessão sem pressa nem dispersão, dando espaço ao que importa.

Sinal observável: A sessão tem começo, meio e fim, e o trabalho principal não fica para os últimos minutos.

Meu nível hoje

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06

Avaliação e manejo de risco

Perguntar de forma direta sobre suicídio e autolesão e montar um plano de segurança.

Sinal observável: Você pergunta sem rodeios quando há sinais e registra o que combinou.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

07

Ética e limites da competência

Reconhecer quando o caso pede outra formação, outro serviço ou mais apoio.

Sinal observável: Você encaminha ou pede ajuda cedo, e não só quando o caso já travou.

Meu nível hoje

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08

Autorreflexão e uso da supervisão

Perceber o que o caso desperta em você e levar à supervisão também o que é difícil.

Sinal observável: Você chega à supervisão com uma pergunta clara, e não só com o relato do caso.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

2

Competências específicas da TCC

O que faz a TCC ser TCC: da avaliação à medida de resultados.

09

Avaliação e entrevista

Levantar a queixa, a história e os fatores de manutenção, com diagnóstico quando cabe.

Sinal observável: Ao fim da avaliação, você sabe dizer o problema principal e o que o mantém.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

10

Formulação do caso

Montar com o paciente um modelo que liga situações, pensamentos, emoções e comportamentos.

Sinal observável: As intervenções que você escolhe saem da formulação, e não de uma lista pronta.

Meu nível hoje

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11

Agenda e estrutura da sessão

Checagem, ponte, agenda combinada, trabalho principal, nova tarefa e feedback.

Sinal observável: A agenda é combinada no início e retomada quando a sessão se dispersa.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

12

Descoberta guiada

Fazer perguntas que ajudam o paciente a chegar às próprias conclusões.

Sinal observável: Você pergunta mais do que explica, e o paciente resume o que descobriu.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

13

Reestruturação cognitiva

Identificar pensamentos e crenças e examiná-los com o paciente.

Sinal observável: O exame do pensamento muda a emoção na sessão, e não vira um debate.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

14

Mudança comportamental

Exposição, experimentos comportamentais e ativação comportamental, conforme o quadro.

Sinal observável: Você planeja a exposição ou o experimento junto, com previsão clara e revisão.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

15

Tarefas entre sessões

Combinar tarefas viáveis e revisá-las sem culpa na sessão seguinte.

Sinal observável: A tarefa é combinada no meio da sessão e sempre revisada na seguinte.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

16

Medir resultados

Usar escalas ao longo do tratamento e discutir o resultado com o paciente.

Sinal observável: Você sabe dizer, com números, se cada paciente está melhorando.

Meu nível hoje

Toque no degrau que melhor descreve você hoje.

Seu mapa de competências

Avalie pelo menos 3 competências para ver o mapa.

Competências gerais
EmpatiaValidaçãoAliançaReparoRitmoRiscoÉticaReflexão
Competências específicas da TCC
AvaliaçãoFormulaçãoAgendaSocráticoCognitivaComportamentoTarefasMedida
Autoavaliação

Nada é enviado. Se você clicar em Salvar, as notas ficam só neste navegador, para comparar na próxima vez.

O que dizem os estudos

Por que a autoavaliação sozinha não basta.

22

terapeutas avaliaram a gravação de uma sessão própria. A autoavaliação acompanhou a de um avaliador externo, mas foi mais alta, e quem era menos competente se superestimou mais (Brosan e colaboradores, 2008).

64

terapeutas em formação compararam a autoavaliação com a do supervisor. A correlação foi moderada, e desta vez o erro foi o contrário: os mais competentes se subestimaram (McManus e colaboradores, 2012).

A conclusão prática é a mesma: a autoavaliação é um bom ponto de partida para a reflexão, e fica mais útil ao lado de outro olhar. Escalas como a ACCS já são feitas em duas versões, uma para a própria terapeuta e outra para o avaliador (Muse e colaboradores, 2017). Por isso a ferramenta tem o modo em dupla, e a supervisão usa trechos de sessão, quando o paciente consente, para calibrar as duas visões.

De onde vem o modelo

Gerais e específicas, como nas escalas publicadas.

A estrutura em duas partes segue a escala de competência da Terapia Focada na Compaixão (CFT-TCRS), construída por consenso de especialistas: 23 competências, sendo 9 microhabilidades comuns às psicoterapias e 14 próprias da abordagem (Horwood e colaboradores, 2020). O quadro anterior da mesma linha de pesquisa inclui também o uso da supervisão como competência (Liddell e colaboradores, 2017).

Na TCC, as competências seguem o mapa de Roth e Pilling (2008), que separa competências genéricas, básicas e específicas da TCC e metacompetências. A parte opcional cobre a Terapia do Esquema e a Análise do Comportamento integradas à TCC, como são trabalhadas na supervisão clínica.

Os itens, os sinais observáveis e as sugestões de treino foram escritos para este site e não reproduzem nenhuma escala. A ferramenta não foi validada e não substitui a avaliação de sessões gravadas com instrumentos como a CTS-R.

Na supervisão

Como as supervisionandas usam.

  1. 1No inícioAutoavaliação antes do primeiro encontro, para combinar as metas da supervisão.
  2. 2No encontroO supervisor preenche o modo em dupla. As diferenças de 2 degraus ou mais viram tema de conversa.
  3. 3Entre encontrosTreino concentrado nos dois focos, com role-play e análise de trechos de sessão.
  4. 4A cada três mesesNova autoavaliação, salva no navegador, para ver a evolução em relação à anterior.

Em uma pesquisa com 120 terapeutas, role-play e modelação foram vistos como os métodos mais úteis para desenvolver habilidades, e leitura e aulas, para o conhecimento (Bennett-Levy e colaboradores, 2009). A supervisão é individual, em dupla, em grupo ou como ouvinte, online ou em Botafogo (RJ). Veja também o guia de preparação para a supervisão (PDF).

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

É um roteiro para a psicóloga olhar para as próprias habilidades clínicas, competência por competência, e escolher o que treinar. Esta versão tem 8 competências gerais, comuns a qualquer psicoterapia, e 8 específicas da TCC, cada uma avaliada em 5 degraus, de Iniciante a Especialista.

Não. Os itens foram escritos para este site, inspirados na estrutura de escalas publicadas, como a escala de competência da Terapia Focada na Compaixão (CFT-TCRS) e a CTS-R. Ela serve para reflexão e para conversar na supervisão, não para certificar ninguém.

Em parte. Estudos com terapeutas em formação em TCC encontraram correlação moderada entre a autoavaliação e a avaliação do supervisor, mas com erros nos dois sentidos: em um estudo, os menos competentes se superestimaram; em outro, os mais competentes se subestimaram. Por isso a ferramenta tem um modo em dupla, para comparar com a avaliação do supervisor.

Uma boa referência é no início da supervisão e a cada três meses, ou ao terminar um ciclo de treino de uma competência. Salvando no navegador, a ferramenta mostra a evolução em relação à última vez.

Não. Tudo roda no seu navegador. Se você clicar em Salvar, as notas ficam guardadas só neste navegador, e você pode apagar o histórico quando quiser.

O valor depende da modalidade (individual, dupla, grupo ou ouvinte) e da frequência, e é informado pelo WhatsApp, junto com os horários disponíveis.

Referências

  1. Horwood, V.; Allan, S.; Goss, K.; Gilbert, P. (2020). The development of the Compassion Focused Therapy Therapist Competence Rating Scale. Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 93(2), 387–407. DOI
  2. Liddell, A. E.; Allan, S.; Goss, K. (2017). Therapist competencies necessary for the delivery of compassion-focused therapy: a Delphi study. Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 90(2), 156–176. DOI
  3. Roth, A. D.; Pilling, S. (2008). Using an evidence-based methodology to identify the competences required to deliver effective cognitive and behavioural therapy for depression and anxiety disorders. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 36(2), 129–147. Acesso
  4. Blackburn, I. M. et al. (2001). The Revised Cognitive Therapy Scale (CTS-R): psychometric properties. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 29(4), 431–446. DOI
  5. Brosan, L.; Reynolds, S.; Moore, R. G. (2008). Self-evaluation of cognitive therapy performance: do therapists know how competent they are?. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 36(5), 581–587. DOI
  6. McManus, F. et al. (2012). An investigation of the accuracy of therapists' self-assessment of cognitive-behaviour therapy skills. British Journal of Clinical Psychology, 51(3), 292–306. DOI
  7. Muse, K.; McManus, F.; Rakovshik, S.; Thwaites, R. (2017). Development and psychometric evaluation of the Assessment of Core CBT Skills (ACCS): an observation-based tool for assessing cognitive behavioral therapy competence. Psychological Assessment, 29(5), 542–555. DOI
  8. Bennett-Levy, J.; McManus, F.; Westling, B. E.; Fennell, M. (2009). Acquiring and refining CBT skills and competencies: which training methods are perceived to be most effective?. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 37(5), 571–583. DOI

Vamos conversar.

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