Supervisão por tema · Borderline
Supervisão para casos de borderline.
Atender borderline exige estrutura, validação e um plano claro para crises e risco. É também um dos atendimentos que mais pesam para a terapeuta. A supervisão oferece as duas coisas: direção técnica para o caso e espaço para cuidar do que o caso desperta em você.
Por Maurício Araújo, psicólogo (CRP 05/80169) · Revisado em
O que trabalhamos
Estrutura, validação e crise.
- Contrato e estrutura: metas, frequência, contato entre sessões e o que fazer em crise, combinados desde o início.
- Risco: avaliação de suicídio e autolesão, plano de segurança e quando acionar outros serviços.
- Validação e mudança: validar sem concordar com tudo, e propor mudança sem invalidar.
- Habilidades: regulação emocional e tolerância ao mal-estar inspiradas na DBT, integradas à TCC.
- Vida fora da terapia: trabalho, estudo e vínculos como parte do tratamento, como propõe o GPM.
O que dizem os estudos
Várias abordagens funcionam; a estrutura importa.
Uma revisão Cochrane de 75 ensaios clínicos (4.507 participantes) encontrou que a psicoterapia reduz a gravidade do borderline em comparação com o tratamento usual (SMD = −0,52), com resultados favoráveis para diferentes abordagens, entre elas a DBT, a mais estudada (Storebø e colaboradores, 2020).
Em um ensaio com 180 pacientes, a DBT e o GPM (Good Psychiatric Management) tiveram resultados semelhantes (McMain e colaboradores, 2009). A Terapia do Esquema também tem estudos favoráveis no borderline (Arntz e colaboradores, 2022). O que esses tratamentos têm em comum é uma estrutura clara e uma terapeuta apoiada, o que dá à supervisão um papel central.
Maurício tem extensão em GPM pela Harvard Medical School e atende borderline integrando TCC, GPM e habilidades da DBT. Veja tratamento do borderline.
Cuidar de quem cuida
A função restauradora da supervisão.
Crises, ameaças de abandono do tratamento e mudanças rápidas na relação terapêutica mexem com a terapeuta. Sem espaço para elaborar isso, aparecem tanto o excesso de disponibilidade quanto o afastamento.
- Nomear o que o caso desperta e como isso aparece nas suas decisões.
- Definir limites sustentáveis de contato entre sessões.
- Planejar a conversa de reparo depois de uma ruptura.
- Não ficar sozinha com decisões de risco.
Para os padrões que se repetem na relação, veja ruptura e reparo e Terapia do Esquema integrada à TCC.
Na supervisão
Como participar da supervisão.
Individual, em dupla, em grupo ou como ouvinte (psicólogas com CRP ativo e estudantes), online ou presencial no Instituto InMind, em Botafogo (RJ). Veja o modelo completo em supervisão clínica em TCC e o mapa geral em competências do terapeuta.
Outros temas de supervisão
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns.
Referências
- Storebø, O. J. et al. (2020). Psychological therapies for people with borderline personality disorder. Cochrane Database of Systematic Reviews, 5, CD012955. DOI
- McMain, S. F. et al. (2009). A randomized trial of dialectical behavior therapy versus general psychiatric management for borderline personality disorder. American Journal of Psychiatry, 166(12), 1365–1374. DOI
- Arntz, A. et al. (2022). Effectiveness of predominantly group schema therapy and combined individual and group schema therapy for borderline personality disorder: a randomized clinical trial. JAMA Psychiatry, 79(4), 287–299. DOI
Supervisão clínica
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