Competências gerais · Aliança terapêutica

Aliança terapêutica na TCC.

A aliança terapêutica é o acordo entre terapeuta e paciente sobre as metas do tratamento, o acordo sobre as tarefas para chegar lá e o vínculo de confiança que sustenta os dois. Na TCC, ela não compete com a técnica: é o que permite que exposição, experimentos e tarefas aconteçam.

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O que dizem os estudos

Uma das relações mais consistentes da psicoterapia.

Uma meta-análise de 295 estudos, com mais de 30 mil pacientes, encontrou uma associação consistente entre aliança e resultado (r = 0,28), parecida em terapia presencial e pela internet, e estável entre abordagens, medidas e países (Flückiger e colaboradores, 2018). Correlação não prova causa, mas indica que a aliança merece o mesmo cuidado técnico que qualquer protocolo.

Na TCC

Três partes que dá para observar.

  • Metas: o paciente sabe para onde o tratamento vai e concorda? Metas vagas ou só da terapeuta enfraquecem a aliança.
  • Tarefas: o paciente entende por que fazer cada exercício? A justificativa clara, ligada à formulação, é parte da aliança.
  • Vínculo: há confiança suficiente para falar do que é difícil, inclusive da própria terapia?

As habilidades interpessoais que sustentam essas três partes, como empatia precisa, aceitação e genuinidade, estão descritas na página de supervisão clínica em TCC.

Como se treina

Aliança também se pratica.

  • Role-play das primeiras sessões: acolher a queixa e combinar metas sem perder a direção.
  • Ensaio da justificativa de cada intervenção, antes de propô-la ao paciente.
  • Pedido de feedback ao fim da sessão, para perceber cedo quando algo não foi bem.
  • Análise de trechos gravados, quando o paciente consente, olhando o que você disse e como disse.
  • Atenção ao que o caso desperta em você e ao que isso faz com a sessão.

Quando a aliança se desgasta, o trabalho passa a ser de ruptura e reparo.

Na supervisão

Como participar da supervisão.

Individual, em dupla, em grupo ou como ouvinte (psicólogas com CRP ativo e estudantes), online ou presencial no Instituto InMind, em Botafogo (RJ). Veja o modelo completo em supervisão clínica em TCC e o mapa geral em competências do terapeuta.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

É a colaboração entre terapeuta e paciente: acordo sobre as metas, acordo sobre as tarefas do tratamento e um vínculo de confiança. É uma das variáveis mais estudadas da psicoterapia e se associa de forma consistente aos resultados.

As duas importam e dependem uma da outra. Técnicas como exposição e experimentos comportamentais exigem confiança; e uma boa relação sem direção técnica tende a produzir sessões agradáveis, mas sem mudança.

Observando sinais na sessão (engajamento, tarefas feitas, abertura para falar de dificuldades) e pedindo feedback ao paciente. Escalas curtas de aliança aplicadas ao fim da sessão também ajudam.

O valor depende da modalidade (individual, dupla, grupo ou ouvinte) e da frequência, e é informado pelo WhatsApp, junto com os horários disponíveis.

Referências

  1. Flückiger, C.; Del Re, A. C.; Wampold, B. E.; Horvath, A. O. (2018). The alliance in adult psychotherapy: a meta-analytic synthesis. Psychotherapy, 55(4), 316–340. DOI
  2. Eubanks, C. F.; Muran, J. C.; Safran, J. D. (2018). Alliance rupture repair: a meta-analysis. Psychotherapy, 55(4), 508–519. DOI

Vamos conversar.

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