Competências gerais · Medir resultados

Medir resultados na psicoterapia.

Medir resultados é aplicar escalas breves ao longo do tratamento e usar o que elas mostram para decidir junto com o paciente: seguir, ajustar ou rever a formulação. É uma das formas mais simples de saber se a terapia está funcionando, em vez de depender só da impressão da sessão.

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Por que medir

A impressão da sessão engana.

Em um acompanhamento de 170 terapeutas por quase cinco anos, em média, os resultados não melhoraram só com o tempo de prática (Goldberg e colaboradores, 2016). Sem medida, é difícil perceber quais casos não estão avançando.

Uma meta-análise de 58 estudos, com 21.699 pacientes, encontrou que dar ao terapeuta feedback sobre o progresso do paciente tem efeito pequeno, mas significativo, na redução dos sintomas (d = 0,15), também nos casos que não estavam no caminho esperado, e reduz um pouco o abandono do tratamento (de Jong e colaboradores, 2021).

Na prática

O que medir e quando.

  • Linha de base: escalas na avaliação, ligadas à queixa (por exemplo, PHQ-9 para depressão, GAD-7 para ansiedade).
  • Ao longo do tratamento: a mesma escala em intervalos combinados, para ver a tendência.
  • Com o paciente: o resultado é lido e discutido na sessão, não guardado na pasta.
  • Decisão: quando a curva não melhora, a pergunta volta para a formulação e para a condução.

Várias dessas escalas estão nos testes de saúde mental do site, com a explicação de cada uma do lado do paciente.

Como se treina

Da escala à decisão clínica.

  • Escolher a escala certa para cada caso e explicá-la ao paciente.
  • Ensaiar como apresentar um resultado que piorou sem gerar desânimo.
  • Levar à supervisão a curva de cada caso, e não só o relato.
  • Usar a falta de melhora como gatilho para rever a formulação.

A formulação revista é o próximo passo: formulação de caso.

Na supervisão

Como participar da supervisão.

Individual, em dupla, em grupo ou como ouvinte (psicólogas com CRP ativo e estudantes), online ou presencial no Instituto InMind, em Botafogo (RJ). Veja o modelo completo em supervisão clínica em TCC e o mapa geral em competências do terapeuta.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

Porque a impressão da sessão nem sempre mostra se o paciente está melhorando. Escalas breves aplicadas ao longo do tratamento ajudam a perceber cedo quando ajustar o caminho, e o feedback de progresso tem efeito pequeno, mas consistente, nos resultados.

Depende do caso e da escala. Uma linha de base na avaliação e reaplicações em intervalos combinados permitem ver a tendência sem sobrecarregar o paciente.

Quando a medida é explicada e discutida junto, ela costuma ser vista como parte do cuidado: um jeito de os dois verem se o tratamento está funcionando.

O valor depende da modalidade (individual, dupla, grupo ou ouvinte) e da frequência, e é informado pelo WhatsApp, junto com os horários disponíveis.

Referências

  1. de Jong, K. et al. (2021). Using progress feedback to improve outcomes and reduce drop-out, treatment duration, and deterioration: a multilevel meta-analysis. Clinical Psychology Review, 85, 102002. DOI
  2. Goldberg, S. B. et al. (2016). Do psychotherapists improve with time and experience? A longitudinal analysis of outcomes in a clinical setting. Journal of Counseling Psychology, 63(1), 1–11. DOI

Vamos conversar.

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